Cada Pedroca no seu Galho

Pedro, visitando a vó
Logo inventou brincadeira nova
Que na cabeça dela deu nó
Mas que é digna de uma trova.

Pedro viu que na fazenda
Os macacos só andavam na árvore
Resolveu virar uma lenda
Se libertar do chão, esse cárcere.

Pedro, quando a vó viu
Já alcançava a folha mais alta
Seu coração pela boca quase saiu
“Mas que menino mais peralta!”

“Pedro, vou te puxar com um laço!
É perigoso, vai se machucar!”
“Tudo bem, vó, sei o que faço.
O chão nunca mais vou tocar.”

“Pedro, deixe de dizer asneira!
Pois virou menino-mico?”
“O vó, não é brincadeira
Agora, só em galho fico.”

Pedro a vó deixou preocupada
E aos pais decidiu ligar
Pois aquela macacada
Precisava terminar.

“Pedro n’árvore está trepado
E de lá não quer descer!”
“Tudo bem. Quando estiver cansado,
O braço dará a torcer.”

“Pedro sua mãe deixou louca!”
Com seus botões a vó pensou.
“De gritar já estou rouca
E ela nem se alterou.”

“Pedro é menino esperto
Mas é claro que posso enganá-lo.
Preciso que chegue bem perto
Ou meu plano desce pelo ralo.”

“Pedro-mico, olha que bacana
Tenho pra você algo fabuloso
Será que gosta de torta de banana?
Ninguém resiste a algo tão cheiroso!”

Pedro, ao sentir tal cheiro
Já começou a sorrir
Mesmo o menino mais arteiro
À torta da vó não pode resistir.

Pedro, de galho em galho,
Rumo à casa ia
Como um castelo de cartas de baralho
Sua louca aventura ruía.

Pedro entrou pela janela
E atacou direto a torta
A vó assistiu à cena bela
Com risinhos atrás da porta.

Pedro comeu freneticamente
E logo um sono bateu
“O que será que passa nessa mente
Enquanto está nos braços de morfeu?”

Pedro tangido foi
Pela vó orgulhosa
Até a cama feito boi
“Que vó maravilhosa!”

Pedro, agora só em sonhos.
A vó quase deu enfarte
Mas fez um dia bem risonho
“Que menino pra inventar arte!”

Anúncios

O que acontece num piscar de olhos?

Provavelmente você já deve ter escutado alguém falando que algo aconteceu num piscar de olhos. Ou seja, que foi muito rápido. Mas já parou para pensar o que realmente acontece enquanto piscamos os olhos?

É claro que a maioria das coisas que dizemos que aconteceu num piscar de olhos durou muito mais do que isso, né? É só uma forma divertida de falar que foi muito rápido. Mas algo acontece durante a piscada de verdade e nós não conseguimos ver porque… bom, porque estamos com os olhos fechados, ora!

Antes de dizer o que acontece, é importante saber por que piscamos, né? Afinal, se fosse por mim, eu ficaria com os olhos abertos o tempo todo, sem parar, só pra ficar vendo um monte de coisa legal que tem por aí. Se desse pra dormir de olhos abertos, eu dormiria! Já pensou? Aposto que um monte de coisa estranha entraria nos nossos sonhos porque passaram em frente os nossos olhos durante o sono. Bom, mais estranhas do que já dão um pulinho por lá.

Voltando ao assunto, nós piscamos porque este é o tempo de dar uma olhadinha pra dentro da cabeça. Hein? Olhar pra dentro da cabeça? Pois é! Quando fechamos os olhos, se prestarmos bastante atenção, dá pra dar uma conferida no que está lá no fundo da cabeça. (Tente ver agora o que está láááá no fundo da cabeça, bem na nuca, aquele lugar que você achou só servia para coçar depois de alguns dias sem tomar banho.)

Ué, mas por que fazemos isso? É que vemos muita coisa ao longo do dia e, se não tomarmos cuidado, muitas dessas coisas saem da nossa cabeça e não ficam na memória. Sabe quando alguém diz que o falaram entrou por um ouvido e saiu pelo outro? É quase isso que acontece com o que vemos se não tomarmos cuidado. (Isso do ouvido também acontece, mas é história pra outro conto).

Quando piscamos os olhos e vemos o que temos no fundo da cabeça é pra lembrarmos do que estamos vendo. Assim, podemos guardar na memória o que estamos vendo e não nos esquecermos. Quando não conseguimos lembrar de algo que vimos ao longo do dia [como aquela aula chata], é porque não piscamos direitinho para podermos lembrar. Ou porque estávamos com o olho fechado bem na hora e aí não vimos nada mesmo (é bom parar de dormir na sala de aula, hein!).

Não deixe de piscar bem para não se esquecer de nada. Ué, e o que acontece enquanto piscamos então? Tudo aquilo que não vamos lembrar porque nunca vimos, oras! É por isso que a piscada é tão rápida, para não deixarmos de ver nadica de nada do que acontece no mundo.

Mas, se você é não consegue segurar sua curiosidade e quer porque quer ver o que acontece enquanto pisca seu olho, só tem uma solução para isso: pare na frente do espelho e tente piscar mais rápido do que sua imagem. Se você for rápido e esperto o suficiente, conseguirá enganar o espelho e vai ver o que acontece enquanto você piscou. ;-p

Por que a gente chora?

Quando a gente se machuca ou está muito triste ou feliz demais ou, às vezes, quando está com muito sono – é nessas horas que as lágrimas escorrem dos nossos olhos. É meio estranho ver lágrimas saindo do canto dos olhos, mas como a gente está tão concentrado no que deixou a gente triste ou no que fez doer ou no que deixou feliz ou no nosso sono absurdo, nunca paramos pra pensar no que está acontecendo: por que a gente chora?

Dizem que a Lágrima era uma mulher muito linda e muito sensível. Ela vivia andando pelos lugares observando as coisas e pessoas e sentindo o que essas coisas ou pessoas sentiam nos momentos. Só que ela sentia muito mais do que as próprias coisas ou pessoas sentiam. Então, se você se machucava e ela estava perto, ela berrava muito mais do que você. Se estava triste, ela estava mais triste ainda. Se feliz, ela estava que não se aguentava de tanta alegria. Até no sono ela praticamente desmaiava.

Isso acontecia porque a Lágrima gostava muito de todo mundo e não conseguia ver ninguém tendo algum sentimento forte sem que tivesse também. A Lágrima era a melhor amiga de todo mundo – mesmo que algumas pessoas não soubessem.

Mas tinha gente que sabia sim. Como a Lua. A Lágrima e a Lua eram melhores amigas. A Lua vivia muito contente por conta do seu namorico com o Sol e a Lágrima adorava ficar perto dela ouvindo suas histórias e transbordando de alegria junto com a apaixonada. Imagine: se uma pessoa feliz já deixava a Lágrima com um sorriso de orelha a orelha, a Lua, com todo aquele tamanhão e ainda alegre até não poder mais, era bom demais de ficar perto!

Só que a Lua e o Sol se desentenderam. E a Lua ficou muito triste. Muito mesmo. E a Lágrima estava lá para consolá-la e ficar triste junto. Mas a tristeza da Lua não tinha fim. E a Lua tem aquele tamanhão. E nada do que a Lágrima dissesse para a amiga servia para aliviar sua tristeza.

A Lágrima percebeu que a Lua precisava tirar de dentro aquilo que estava deixando ela triste. Quando estamos felizes, sorrimos ou gargalhamos – e por isso não explodimos de alegria. Mas não tinha nada que nos impedisse de explodir de tristeza.

A Lágrima, então, decidiu que deveria fazer algo pela grande amiga. A mulher virou líquido puro e começou a escorrer pelos cantos dos olhos da Lua. Cada gota que caía da triste apaixonada, tirava de dentro dela um pouco da tristeza que a consumia. Foi então que a Lua começou a chorar. E chorou tanto e por tanto tempo e com tanta força, que chegou até a ter consequências na terra. Afinal, a tristeza da Lua era imensa – como ela.

Enquanto ajudava a amiga a transbordar sua tristeza, a Lágrima ficou muito tempo escorrendo dos olhos da Lua. Quando, por fim, a Lua conseguiu se recompor e se sentiu um pouquinho melhor, a Lágrima percebeu o bem que fez para a amiga. Por isso, decidiu que sempre que alguém estivesse com um sentimento tão forte que estivesse a ponto de explodir, ela ajudaria a transbordar isso através do choro. E foi assim que surgiu o choro e é por isso que a gente chora.

Então não se preocupe em segurar o choro ou que alguém esteja vendo você chorar. Deixe a Lágrima te ajudar a se sentir melhor.

Por que a gente boceja?

Tem gente que só faz no fim do dia, perto da hora de dormir. Outras pessoas fazem muito de manhã, indo para o colégio. Mas tem um pessoal que passa o dia inteiro fazendo. Do que estou falando? De bocejar!

A pessoa inspira o ar, abre o bocão e solta tudo o que tem nos pulmões com um gostoso “Uaaaaaaaa!”. Eu, que sou dos que boceja o dia inteiro, adoro bocejar e não perco uma oportunidade de abrir o bocão. Até porque seria perigoso se eu não fizesse isso.

Como assim? Você não sabia dos perigos de não bocejar? É perigosíssimo! Mas, para saber o porquê, antes você tem que saber o que é um bocejo. E antes de saber o que é o bocejo, temos que saber o que é a fala.

A fala? Como assim? Bom, a fala acontece de uma forma muito particular: a gente pensa nas palavras e elas surgem na nossa boca. Incrível, né? Pois bem, há um “armazém de letras” dentro da gente e é de lá que as palavras saem.

Ao longo do dia, a gente pensa muito mais coisas do que fala. Com isso, o “depósito de letras” vai se enchendo aos poucos. Chega um momento em que não cabe mais nada, uma palavrinha pensada a mais que seja e tudo pode se complicar.

Ouvi a história de um garoto que aprendeu tanto o que falava, que as palavras começaram a sair pelos cotovelos. Tem também a história das menina que de tanto não falar, seus cabelos ficaram em pé e formavam imagens do que ela estava pensando. Um terror para pentear!

Essas histórias são assustadoras, mas não precisam acontecer. Há uma solução bem simples para isso: bocejar. Isso mesmo! Quando você boceja, não faz um gostoso “Uaaaaaaaa!”? Então, assim você está esvaziando um pouco o seu depósito de letras.

Então não deixe de bocejar sempre que sentir necessidade. E também não deixe de falar o que estiver pensando. Principalmente se pensar uma pergunta legal!

Por que o espelho repete tudo o que a gente faz?

Quando eu era mais novo, um dia eu reparei o espelho. Fiquei olhando para ele e não gostei, não. Ele era estranho! Tudo ao contrário do que estava fora dele.

Fiquei com medo de ficar olhando muito tempo para ele e as coisas fora dele também começarem a ficar tudo ao contrário. Já pensou? O doce virar salgado, o alto ficar baixo, o seco virar molhado. Eu, hein!

Depois de um tempão sem querer nem ver um espelho, por acaso me peguei olhando para um. Eu estava escovando os dentes e vi que ele fazia o mesmo. Como sabor da pasta de dentes não mudou, acabei perdendo o medo do espelho.

Na verdade, fiquei preocupado com ele. Se ele só fazia o que eu fazia, eu tinha que ajuda-lo. Eu ia escovar os dentes todos os dias, após as refeições na frente dele. Imagina se meu espelho fica com cáries! Eu tomava banho e trocava de roupa na frente do espelho para ele não ficar sujo nem pelado. Até estudar na frente do espelho eu fazia para ele não ficar burro!

Só que um dia, eu fui na casa de um amigo e sujei minha roupa. Ele me emprestou uma dele para eu usar. Quando cheguei em casa, passei na frente do espelho e vi que ele estava usando a mesma roupa que eu. Mas como?

Aí eu vi que eu não tinha que me preocupar com o espelho. Ele não fazia as coisas junto comigo. Ele é um macaco de imitação, isso sim! Ok, ele não é um macaco de verdade, mas que ele fica me imitando, isso sim.

O que eu ainda não descobri é por que ele fica me copiando. Eu já tentei perguntar, mas ele não responde. Só que hoje, quando eu voltar da escola, vou pregar uma peça nele: eu vou parar na frente dele e vou fazer tudo o que ele fizer!

Aí eu quero ver se ele acha divertido isso. Quem sabe ele até me conta por que me imita. Quem sabe? Tenta você aí na sua casa também e depois me conta!

O que aconteceria se alguém roubasse o nosso umbigo?

Você já parou para olhar para o próprio umbigo? Mas olhar beeeem, com calma e atenção. Sério! Dá uma olhada nele agora. O que será que aconteceria se alguém roubasse o nosso umbigo?

Muita gente acha que o umbigo não serve para nada, só para juntar sujeira difícil de limpar. Mas você já reparou onde está o seu umbigo? É claro que na barriga, mas mais especificamente no meio do seu corpo. Bem no meio.

O umbigo fica no meio do caminho entre os pés e a cabeça. E isso tem um motivo muito importante. O umbigo tem uma função que ninguém dá muita atenção, mas que, sem ele, faz muita diferença. O umbigo serve para dar nosso equilíbrio.

Claro! Se ele está no meio do nosso corpo, é porque ele está deixando tudo bem equilibrado. Sem o umbigo, uma pessoa não consegue correr, andar de bicicleta ou mesmo ficar em pá parado sem cair.

Já pensou que complicado não conseguir ficar de pá sem cair no chão? Eu, hein! É por isso que eu tomo conta direitinho do meu umbigo, deixo sempre ele bem limpinho e não deixo ninguém roubá-lo.

Quê? Como se tira o umbigo de alguém? Isso você vai ter que perguntar para um ladrão de umbigos. Mas cuidado para ele não levar o seu, hein!

O que aconteceria se roubassem o nosso umbigo :: Respostas Fantásticas para Perguntas Intrigantes :: Ilustração: Jomar Serpa

Ilustração by Jomar Serpa

Por que há pessoas de cores diferentes?

Você provavelmente já reparou que a pessoas de todas as cores no mundo, né? Não estou falando de cor de cabelo – isso sim tem todas as cores do arco-íris e mais um pouco. Estou falando de cor de pele mesmo.

Só que essa, na verdade, não é a história de quais cores de gente há no mundo, mas a história das travessuras de um macaco chamado Julião.

Julião era um macaquinho muito esperto e sapeca. Vivia inventando novas brincadeiras e acabava provocando muita confusão na floresta.

Quando o Julião soube que a zebra agora era listrada, a onça pintada e a vaca malhada, ele achou divertidíssimo. “A floresta fica muito mais divertida e bonita assim”, ele pensou.

Imediatamente foi perguntar para elas como fazia aquilo e elas contaram tudo. Acontece que o Julião morria de medo de sustos. Tanto que, mesmo quando era ele quem tentava assustar os outros, ele sempre tomava um susto junto. Mas, pior que medo de susto, era o medo que ele tinha de Leão.

Então ficou trepado num galho, triste por não poder pintar o mundo e enchendo a pança de amoras. De repente, ele percebeu que a sua mão estava toda vermelha. As amoras tinham sujado ele e agora sua mão tinha outra cor!

Apesar de a cor sair quando tomava banho no rio, isso deu uma ótima idéia para ele. Julião procurou todas as frutinhas de todas as cores e testou quais tinham cores para usar. Ele descobriu que as frutas davam muitas cores muito lindas e guardou todas bem arrumadinho para o seu projeto especial.

Depois de juntar tudo, saiu por aí pintando seus amigos macacos. Pintou os orangotangos todos de laranja, pintou os babuínos com a cara azul e o bumbum vermelho, pintou uma juba dourada no mico porque o pequenino queria ser mais valente, e muito mais.

Um dia, o macaco Julião estava andando quando avistou uma aldeia. Ele entrou muito escondidinho e ficou observando como as pessoas cobriam seus corpos com roupas. Aí pensou “Ora, se eles tivessem o corpo pintado bonitão, não precisariam usar roupas para ficarem coloridos e bonitos”.

À noite, Julião entrou de mansinho em cada casa e pintou todos os bebês da vila. Depois, foi de vila em vila por todos os lados até pintar todos os bebês de gente no mundo.

Quando amanheceu, foi uma surpresa enorme para todo mundo ver os bebês todos pintados. Tinha neném pintado de branco, de preto, de marrom, de amarelo, azul, vermelho, laranja, violeta e várias outras cores mais.

O coitado do Julião apareceu numa aldeia para ver as pessoas felizes e percebeu todo mundo irritadíssimo, procurando o culpado pela travessura. O Julião, que não é bobo, não disse nada. Escondeu suas tintas e nunca mais brincou de pintar nada nem ninguém.

Só que ninguém sabe o porquê, mas os bebes ficaram pintados para sempre. Eu tenho para mim que eles foram os únicos que entenderam a intenção do Julião e acharam legal ter cores diferentes. Eles cresceram e tiveram seus filhos, que também nasceram pintados.

Às vezes, quando pessoas de cores diferentes tinham filhos, criavam uma terceira cor ou também estampas, tipo verde de bolinhas roxas ou xadrez amarelo e azul. Era tanta mistura de cores que depois de um tempo, ninguém mais sabia qual era a cor original que nos tínhamos antes de sermos pintados.

Por muitos anos, houve gente de tudo quanto é cor no mundo. Mas aconteceu de algumas cores sumirem sem mais nem por quê. Aparentemente, chegou uma hora em que os bebês se cansaram de tanto carnaval de cores e foram escolhendo as que mais gostavam. Agora, só temos algumas poucas pessoas com cores diferentes espalhadas por aí.

Mas tenho certeza de que ainda tem gente com cores diferentes em algum lugar. Deve ter algum menino listrado de laranja e cinza ou alguma garota todinha rosa e só com a pontinha do nariz cinza. Elas só estão perdidas nesse mundão enorme e é preciso prestar muita atenção para poder encontrar alguma.

Enquanto não achamos nenhuma dessas pessoas, o jeito é aproveitar e curtir as pessoas com diferentes cores que temos ao nosso redor.



Ilustração by Jomar Serpa

Por que as pessoas usam chapéu?

O chapéu é considerado por muitas pessoas como um item de moda. Se usa porque é bonito, ou porque combina com a roupa ou porque está na moda, mesmo. Em outros casos, as pessoas usam como proteção, do Sol, do vento, do frio ou do que quer que seja. Mas há pessoas que, como eu, precisam usar para não perderem suas cabeças.

Como assim “perder a cabeça”? Não, eu não fico nervoso sem chapéu, nem fico maluco. O que pode acontecer é eu perder a minha cabeça.

Você já teve dias em que acordou meio estranho, meio sonâmbulo? E passou o dia distraído? Essas dias, para as pessoas como eu, são problemáticos porque estamos com a cabeça muito leve. Leve demais.

Você já escutou a expressão “estar com a cabeça na Lua”? Pois é, isso pode acontecer de verdade! A nossa cabeça, nesses dias, fica tão leve que pode flutuar por aí! Imagine só você tranquilo assistindo à sua aula na escola e, quando vai ver, a cabeça não está mais lá! Tá flutuando no teto da sala! Posso te afirmar que as professoras não gostam nadinha disso.

E o pior é que isso costuma acontecer muito em salas de aula, principalmente nas aulas chatas. Às vezes, acontece quando estamos assistindo a filmes chatos ou estamos numa looooonga fila do mercado, esperando a nossa vez.

Mas, às vezes, pode acontecer o contrário com a nossa cabeça. Tem momentos em que a gente fica tão preocupado ou ansioso com alguma coisa que a nossa cabeça fice cheia. Fica tão cheia que chega a pesar.

Eu descobri o que acontece quando a gente está de cabeça cheia num dia em que eu estava muito preocupado com uma prova no colégio. Estava estudando muito e a minha cabeça estava lotada. Então resolvi tomar um sorvete de casquinha de duas bolas para relaxar um pouquinho.

Lá estava eu lambendo o meu sorvete quando “plaft”: a bola de cima caiu. Eu olhei para ela no chão e fiquei tão triste que voltei a lembrar da escola e da prova. Nessa hora, quando fui ver, minha cabeça tinha caído também e estava lá no chão, do lado do sorvete.

Olha, mas não se preocupem que não dói nem nada. É uma sensação estranha e pronto. Só é chato ficar pegando a cabeça no chão o tempo todo ou ficar correndo pela rua atrás da cabeça leve flutuando com o vento.

É por isso que nós, que temos esse problema, usamos chapéus. O chapéu equilibra a cabeça no lugar, põe um peso para ela não voar e ainda pode ser bonitinho!Por isso, se você estiver naqueles dias super avoados ou muito preocupado, sugiro colocar rapidamente um chapéu. Nunca se sabe onde a nossa cabeça vai parar num dia como esses.

O que é a coceira?

A coceira é algo que me intrigou por muito tempo e eu tentei decifrá-la por completo até conseguir. Ao contrário do que possa parecer, a coceira pode não ser causada por um bicho ou ser imaginário. É claro que há piolhos, pulgas, falta de banho e ervas daninha. Mas, muitas vezes, são causadas, na verdade, por defeitos.

Como assim? Pois é, defeitos. Coisas no nosso corpo que deveriam estar funcionando direitinho e que, às vezes, falham e causam coceira. É claro que depende de onde é a coceira para saber que coisa é a que está falhando. As diferentes partes do nosso corpo funcionam de formas diferentes. Por isso, aqui vai um guia para saber o que está acontecendo para você sentir coceira e o que fazer.

Tronco, braços e pernas: Você, às vezes, sente uma coceirinha debaixo do braço ou na perna que vem do nada e que passa tão rápido quanto veio? E a sua mãe diz que é porque você não toma banho há três dias? Bom, pode ser que a sua mãe tenha mesmo razão (afinal de contas, três dias sem tomar banho não é pouco) e você precise de um bom banho. Mas, se depois do banho, essas coceiras doidas continuarem, isso só pode significar uma coisa: seus botões mágicos estão com defeito.

Hein? Botões mágicos? Sim! Lembra dos botões mágicos que as fadinhas colocaram na gente quando éramos bebê? Pois é, eles podem estar com defeito e, ao invés de fazerem cócegas, estão dando coceiras.

Se este for o caso, não se preocupe: as fadinhas já devem estar sabendo do que aconteceu e provavelmente vão consertar tudo enquanto você dorme. O que você pode fazer é dar umas boas gargalhadas sempre que se lembrar. É para que as fadinhas não fiquem morrendo de fome enquanto não arrumam seus botões mágicos e enchem a pança de risos.

Costas: As coceiras nas costas são as piores. Principalmente se você não consegue alcançar a parte que está coçando. É como se a coceira ficasse te zombando até você conseguir uma forma de dar fim nela.

Bom, é claro que também pode ser pela falta daquele banho de três dias (De novo? Você, hein!). Também pode ser por conta de algum mosquito chato. E até mesmo devido a algum defeito nos botões mágicos. Mas, na verdade, na maioria das vezes a coceira nas costas é causada por uma Cuca brincalhona.

As Cucas realmente não costumam procurar crianças grandes ou adultos para brincar, mas tem vezes que elas se lembram de como era divertido quando a gente era pequenininho. Elas olham para gente e vêem aquela criança pequenininha que já fomos (tipo nossa mãe quando nossos amigos vêm na nossa casa e elas decidem mostrar os álbuns de fotos da gente bebê e peladões). Aí elas não conseguem resistir e decidem brincar de novo.

Para não assustar a gente e não termos medo, elas cutucam as nossas costas e ficam dando voltas para não as vermos. Até ela desistir, fica aquela coceira chata fora do alcance incomodando a gente.

Para conseguir que a Cuca pare, tem que dar um susto nela. Grite bem alto cada vez que sentir a coceira chata “Para, Cuca!” Depois é torcer para ela te ouvir, se assustar e ir embora.

Garganta: Quem já não sentiu uma coceira na garganta? Não digo no pescoço, que pode realmente falta de banho (Chega! Vai tomar banho de vez!) ou os botões mágicos com defeito. Eu digo na garganta, daquele tipo que a gente faz “rum-rum” para limpar.

Muita gente acha que é exatamente o tal do “bichinho do rum-rum”. Pode até ser que haja o tal do bichinho, mas eu nunca o encontrei na minha garganta. Sempre que deu coceira na garganta, quem encontrei foi um Lúcio.

Para ser mais correto, encontrei um filhote de Lúcio. Pois é, os seres imaginários também têm filhinhos. E, até eles crescerem, ainda não sabem fazer direito o que os adultos fazem.

É por isso que o filhote de Lúcio não dá soluço. Ele dá é coceira na garganta. Mas não se preocupe que é fácil de tirar um “Lucinho” da garganta: é só tomar um copo de água bem refrescante. E não precisa nem ser de cabeça para baixo, viu?

Cabeça: As coceiras na cabeça, se você perguntar para a sua mãe, ela vai dizer que é piolho, caspa ou falta de banho. Para algumas pessoas, eu até concordo (Você não, que já tomou banho, né? Muito bem!), mas muitas vezes pode ser outra coisa completamente diferente.

Eu entendo as mães acharem que é um piolho. Afinal de contas, nossas cabeças podem estar cheias de bichos mesmo, dentro e fora dela: piolhos, pulgas, nhonhos etc. Mas a verdade é que essas coceiras são causadas por outra coisa que nossas mães dizem que temos nas cabeças: caraminholas.

O que são “caraminholas”? São idéias! Mais precisamente, idéias malucas. São idéias muito loucas, criativas, fantásticas que estão presas dentro das nossas cabeças e que precisam sair. Se não saem, dão coceira.

Para fazê-las sair, só é preciso brincar. Ou ler. Ou escrever. Ou cantar. Enfim, é só deixar a sua imaginação solta. E quando a sua mãe falar para você deixar de ter caraminholas na cabeça, explique para ela que você precisa brincar, então. Senão coça.

De onde vêm os bebês?

Juro para vocês que estou tentando pensar num texto legal para explicar isso.

Enquanto isso, aí vai um vídeo explicativo que conheci com um timming perfeito!

Fiquei com inveja! Queria ter tido essa idéia…

Entradas Mais Antigas Anteriores

Direitos autorais

Contos Infantis Infantil Criança História para Dormir Respostas Fantásticas para Perguntas Intrigantes Por que porque como fantasia
Protected by Copyscape Duplicate Content Software
%d blogueiros gostam disto: