Pedro e o Hipopomonte

Pedro deita na cama
À espera da mãe vir
Ao apagar da luz reclama
Pela história de dormir.

Pedro, a mãe consente
E junto à estante esperando
Qual história o filho tem em mente
E a adivinhar fica tentando.

Pedro responde confiantemente
Após a mãe esperar um monte
“Não quero ouvir história de gente.
Quero a história do Hipopomonte!”

Pedro a mãe perdida deixa
Enquanto ele se anima, fanático
“Que maluquice é essa?”, se queixa
“É gente bicho ou ser fantástico?”

Pedro, risonho, a mãe responde
“Nem gente, nem fantasia; é bestial.”
“Filho, e esse bicho é de onde?”
“De um reino distante, o Reino Animal.”

Pedro, a mãe percebeu, que o que queria
Mais que ouvir, era contar a história
Decidiu que apenas o questionaria
E permitiu ao filho seu momento de glória.

“Pedro, esse Reino é importante?”
“É o maior Reino que existe!”
“E esse bicho é grande como elefante?”
“Grande, esperto e rápido, acredite”.

Pedro, ao final da história, dormiu
A mãe o acomodou na cama e se deitou
Ao acordar no dia seguinte sorriu
Com Hipopomonte a noite toda sonhou.

Pedro e o Hipopomonte :: Respostas Fantásticas para Perguntas Intrigantes :: Ilustração: Jomar Serpa
Ilustração by Jomar Serpa

Anúncios

Pedro no Zôo

Pedro está todo animado
Porque é fim de semana, lógico
E a mãe prometeu que neste sábado
Passariam o dia no Zoológico!

“Pedro, não saia correndo na frente!
Espere sua mãe como um comportado garoto.”
“Ai, mãe, essa lerdeza me deixa doente!
Entra logo e veja o macaco com sorriso maroto.”

Pedro, a felicidade não pode conter
Pulula de jaula em jaula, que emoção!
Quantos bichos diferentes pode ter?
Eles mexem com a sua imaginação.

Pedro, o tipo de cada animal repete
“Arara, jacaré, bode, lobo guará”
“Joaquim, Vicente, Juliana e Anete”
Pois nomes para cada um também dará.

“Pedro, que bicho é esse do lado do Elefante?”
“Ai, mãe, aqui a girafa e lá o rinoceronte.”
“E qual é aquele lá mais distante?”
“É o Monomelo depois do monte.”

“Pedro, o que é um Monomelo?”
“É um camelo que perdeu uma corcunda.”
“É Dromedário e não um flagelo.”
“Quer saber o nome do Monumelo, por que não pergunta?”

Pedro, entre bichos, nomes e maquinações
Aproveita o passeio e faz a mãe rir
Quem diria que entre tantas confusões
Seria ela a tanto se divertir?

Pedro no Zôo :: Respostas Fantásticas para Perguntas Intrigantes :: Ilustração: Jomar Serpa
Ilustração by Jomar Serpa

O que é o vento?

O vento realmente é algo que vem do nada e vai para o lugar nenhum. Se alguém tenta segui-lo para ver onde está indo, acaba se perdendo. Se tenta ver de onde saiu, tudo o que consegue é vento na cara e o olhar no horizonte.

Então de onde vem o vento? E quantos vento existem por aí? Para onde eles estão indo? Por que às vezes são quentes e outras vezes são frios?

Bom, uma pergunta de cada vez. Parece que há muitos anos, quando a Lua e o Sol começaram a namorar, a Lua vivia com saudades do Sol. Para matar um pouco dessa saudade, ela mandava beijos à distância para girar o planeta e encontrar a bochecha do Sol. Ele, por sua vez, lançava beijos de volta para a Lua, e eles passavam os dias assim, nessa gostosa brincadeira de namorados.

Depois que eles brigaram, o Sol chegou a receber uns beijos que a Lua tinha mandado ainda antes da briga. Pensando em reconquistar a Lua, ele tentou mandar beijos de volta para ela. Mas a Lua não quis saber dos beijos lançados pelo Sol e se esquivou deles.

Muito triste, o Sol decidiu que ele também não poderia aceitar os beijos da Lua até que ela aceitasse os seus. E decidiu que esses beijos soprados e não aceitos deveriam vagar eternamente, girando pela Terra até encontrarem suas bochechas de destino.

E assim continuam até hoje, os beijos do Sol e da Lua rodando o planeta. Os dele são mornos e carinhosos, os dela, friozinhos e saudosos. Até eles fazerem as pazes, os pobres beijos não terão descanso.

Enquanto isso, eu aproveito os dias em que estou muito triste e ponho minha cara bem no caminho do vento. Assim, ganho um monte de carinhos e beijinhos e me sinto muito mais feliz!

 :: Respostas Fantásticas para Perguntas Intrigantes :: Ilustração: Jomar Serpa
Ilustração by Jomar Serpa

O que aconteceria se alguém roubasse o nosso umbigo?

Você já parou para olhar para o próprio umbigo? Mas olhar beeeem, com calma e atenção. Sério! Dá uma olhada nele agora. O que será que aconteceria se alguém roubasse o nosso umbigo?

Muita gente acha que o umbigo não serve para nada, só para juntar sujeira difícil de limpar. Mas você já reparou onde está o seu umbigo? É claro que na barriga, mas mais especificamente no meio do seu corpo. Bem no meio.

O umbigo fica no meio do caminho entre os pés e a cabeça. E isso tem um motivo muito importante. O umbigo tem uma função que ninguém dá muita atenção, mas que, sem ele, faz muita diferença. O umbigo serve para dar nosso equilíbrio.

Claro! Se ele está no meio do nosso corpo, é porque ele está deixando tudo bem equilibrado. Sem o umbigo, uma pessoa não consegue correr, andar de bicicleta ou mesmo ficar em pá parado sem cair.

Já pensou que complicado não conseguir ficar de pá sem cair no chão? Eu, hein! É por isso que eu tomo conta direitinho do meu umbigo, deixo sempre ele bem limpinho e não deixo ninguém roubá-lo.

Quê? Como se tira o umbigo de alguém? Isso você vai ter que perguntar para um ladrão de umbigos. Mas cuidado para ele não levar o seu, hein!

O que aconteceria se roubassem o nosso umbigo :: Respostas Fantásticas para Perguntas Intrigantes :: Ilustração: Jomar Serpa

Ilustração by Jomar Serpa

Pedro Pedrando

Pedro, muito atento

Escuta da boca do pai

Algo, um novo entretenimento

Que de sua cabeça não sai.


Pedro: “Pai o que significa

O que você disse, essa palavra?”

“Filho, assim me complica.

O que na sua cabeça se trava?”


Pedro diz “Pisantes!”

“Você sabe, filho.”

“Sei que nunca ouvi antes.”

“Ai, vou ajoelhar no milho.”


“Pedro, pisante é sapato.”

“Por que falar diferente?”

“Porque assim é um barato.”

E o pai ficou contente.


Mas Pedro ficou pensativo

Com o sabor da palavra na boca

Notava-se o pensamento ativo

E que dali viria ideia louca.


Pedro voltou a falar, então,

Pensamento feito, ânimo renovado.

O pai, pego de supetão

Deixou o que fazia de lado.


Pedro pediu o controladisso

Apontando para o televisor.

O pai se indagou “Que será isso?”

E, na cabeça, começava o ardor.


Pedro, ao pobre pai explicou

Que era para usar na assistonça.

Perdido, o pai perguntou

Que seria tal geringonça.


Pedro, após esclarecer o mistério

De que era o controle e a TV,

Acrescentou com o cenho sério

Que todos os nomes ia rever.


“Pedro está mudando o nome de tudo!”

Gritou o pai à mãe por ajuda.

Ela, no entanto, fez ouvido surdo

Pois ideia do filho nada muda.


Pedro continuou sua obra

Chamando escada subidante,

Palavra na boca do pai salobra,

Indicava a mudança do mundo num instante.


Pedro disse da cadeira

O estranho nome sentatuso.

E o pai, sem eira nem beira,

Só ouvia àquilo confuso.


Pedro, assim que nomeou

a cadelinha de latidência,

Seu pai lhe implorou

Que dele tivesse clemência.


Pedro ficou pasmo

Com o pai aturdido

Como não mudar o marasmo

Do nome perdido.


“Pedro, seu pai tá velho

O próprio nome não lembra.

Se você lançar novo evangelho,

Como lembrar o que é furembra!”


Pedro explica que é garfo

Mas do pai tem dó

Decide acabar com o fuzarfo

“ou confusão”, “Assim é melhor”.


Pedro com os nomes fez as pazes

E voltou a chamar tudo como é

Mas guardando na manga como ases

Boas ideias para quando brincar quiser!

Por que o Leão e o Mico-Leão Dourado têm juba se não são parentes?

Você já deve ter notado como o Mico-Leão Dourado tem uma juba muito parecida com a do Leão, não é? Não? Pois preste atenção! Viu como é igualzinha? Será que eles são irmãos, primos ou algo assim?

Bom, para poder responder essa pergunta, primeiro preciso contar de onde surgiram as jubas. Afinal de contas, é isso que eles têm em comum, então merece um destaque.

Há muitos anos, quando ainda não existiam jubas, o Sol e a Lua se separaram. Eles tinham namorado por um tempo, mas por um desencontro o namoro acabou.

O Sol estava muito triste com o ocorrido. Tão triste que às vezes chorava escondido atrás de alguma nuvem ou montanha alta. Quando isso acontecia, suas lágrimas douradas se esparramavam pela terra.

Só que lágrima de Sol não é que nem lágrimas minhas, suas nem mesmo iguais às da Lua. A lágrima do Sol é como se fosse luz em forma líquida, muito brilhante e dourada. É um líquido grosso, quase como se fosse geleca.

Mas, acima de tudo, a maior diferença é que as lágrimas do Sol são mágicas. Isso mesmo: mágicas. Por onde caía, nasciam lindos e enormes girassóis. É possível perceber os lugares onde o Sol preferia se esconder para chorar quando tem muito girassol junto, um do ladinho do outro. É muito bonito; e muito triste ao mesmo tempo.

Só que, um dia, uma lágrima de Sol caiu sobre o Leão. Isso nunca tinha acontecido antes e o Leão ficou com muito medo do que poderia acontecer. Já pensou se nasce um girassol na sua cabeça, que estranho e assustador isso seria? Pois é, o Leão tinha motivos para estar amedrontado. Mas o que aconteceu foi que, na mesma hora, cresceu uma linda juba ao redor de sua cabeça.

Acontece que, naquela época, ninguém conhecia jubas. Mas conheciam girassóis. E , por isso, os outros leões começaram a zoar com o Leão de juba. Diziam que mais parecia um girassol ambulante. Porém, quando as leões viram o pelo brilhante e macio da juba do Leão de juba, todas acharam lindo. O que deixou todos os leões sem juba com inveja.

E realmente tinha ficado muito bonito. Tão bonito que o próprio Sol gostou e passou a mirar suas lágrimas nos leões. Os bichanos foram ficando todos bonitões e os outros animais ficaram todos muito admirados.

Até que um pequeno macaco chamado Mico resolveu que ele queria ser como os leões. Acontece que o Mico era o menorzinho dos macacos e ninguém levava ele muito a sério. Assim, quando o Sol já tinha posto juba em todos os leões e tinha acabado de decidir que ia colocar também nas leoas, o Mico aproveitou a lágrima dourada seguinte e pulou na cabeça da leoa ia recebê-la antes que tocasse nela.

Na mesma hora, a juba cresceu ao redor da cabeça do Mico, que ficou muito bonito. Não preciso nem dizer que a leoa não gostou nem um pouco daquilo e botou o Mico para correr.

Mas o Sol achou aquilo incrível! Ele, que já vinha se sentindo um pouco melhor da tristeza da separação por conta da beleza da juba dos leões, ficou rindo à toa com a juba do Mico. Por isso, logo se esqueceu das jubas das leoas e decidiu que poria jubas era nos micos, isso sim.

Só que os micos são muito pequeninos e ariscos, sendo muito difícil de acertá-los. O Sol está até hoje tentando pegar todos, mas ainda não conseguiu. É por isso que tem micos normais e sem jubas e tem os Micos-Leões Dourados.

Então atenção em dia de Sol e chuva porque umas das gotas que estiverem caindo pode não ser água; mas uma lágrima de Sol. Já imaginou você com uma juba também?

Por que as bexigas às vezes sobem e às vezes murcham?

Você já parou para pensar por que esses balões que compramos na pracinha às vezes sobem até sumir no céu e às vezes murcham no nosso quarto? Eu também! Esse é um mistério que me deixa pasmado. Por que será?

Eu imagino que seja pelo que tem dentro desses balões. Ar, é claro que não é, já que quando a gente enche uma bexiga com a boca, não sobe para o céu.

O problema é que eu nunca consegui descobrir o que é que tem dentro. Sempre que eu tento abrir para ver, o que tem lá dentro escapa e vai todo embora. Só dá tempo de ver que é transparente.

Tem gente que diz que é bafo de Bicho Papão. Mas eu não acho que seja porque não tem cheiro e o bafo de um Bicho Papão é horrível. Outras pessoas acham que é pum de dragão. Além de achar um pouco nojento, duvido que um dragão peidaria dentro de um balão; eles são muito educados para isso.

Depois de ficar um tempão tentando imaginar o que pode ser que está dentro dos balões, imaginei que poderia ser um Lúcio. Ele é transparente que nem o ar e sabe voar. Aí, esperei ficar com um soluço e pedi para um amigo me dar um susto bem forte enquanto enchia um balão. Tudo isso para ver se conseguia prender um Lúcio dentro da bexiga.

Só o que consegui foi levar um baita susto que me deixou sem ar e me fez soltar a bexiga, que ficou voando pelo quarto até se esvaziar. Lúcio no balão, que é bom, nadica de nada.

Independente de conseguir pegar um Lúcio dentro de um balão, eu tenho certeza de que é um deles que está lá dentro. Acho que ele tenta subir para o céu para pedir ajuda para os outros Lúcios para se soltar. E eles murcham quando estão muito fracos para se sustentarem sozinhos, por fome ou por cansaço mesmo.

Então, o que eu sugiro são duas coisas: primeiro, se perceber que a sua bexiga está murchando, estoure ela rapidamente. Assim, o Lúcio poderá ir embora e recuperar suas forças. E, segundo, se você tentar pegar um Lúcio da mesma forma que eu tentei, não se esqueça de não soltar o balão por causa do susto, hein!

Por que há pessoas de cores diferentes?

Você provavelmente já reparou que a pessoas de todas as cores no mundo, né? Não estou falando de cor de cabelo – isso sim tem todas as cores do arco-íris e mais um pouco. Estou falando de cor de pele mesmo.

Só que essa, na verdade, não é a história de quais cores de gente há no mundo, mas a história das travessuras de um macaco chamado Julião.

Julião era um macaquinho muito esperto e sapeca. Vivia inventando novas brincadeiras e acabava provocando muita confusão na floresta.

Quando o Julião soube que a zebra agora era listrada, a onça pintada e a vaca malhada, ele achou divertidíssimo. “A floresta fica muito mais divertida e bonita assim”, ele pensou.

Imediatamente foi perguntar para elas como fazia aquilo e elas contaram tudo. Acontece que o Julião morria de medo de sustos. Tanto que, mesmo quando era ele quem tentava assustar os outros, ele sempre tomava um susto junto. Mas, pior que medo de susto, era o medo que ele tinha de Leão.

Então ficou trepado num galho, triste por não poder pintar o mundo e enchendo a pança de amoras. De repente, ele percebeu que a sua mão estava toda vermelha. As amoras tinham sujado ele e agora sua mão tinha outra cor!

Apesar de a cor sair quando tomava banho no rio, isso deu uma ótima idéia para ele. Julião procurou todas as frutinhas de todas as cores e testou quais tinham cores para usar. Ele descobriu que as frutas davam muitas cores muito lindas e guardou todas bem arrumadinho para o seu projeto especial.

Depois de juntar tudo, saiu por aí pintando seus amigos macacos. Pintou os orangotangos todos de laranja, pintou os babuínos com a cara azul e o bumbum vermelho, pintou uma juba dourada no mico porque o pequenino queria ser mais valente, e muito mais.

Um dia, o macaco Julião estava andando quando avistou uma aldeia. Ele entrou muito escondidinho e ficou observando como as pessoas cobriam seus corpos com roupas. Aí pensou “Ora, se eles tivessem o corpo pintado bonitão, não precisariam usar roupas para ficarem coloridos e bonitos”.

À noite, Julião entrou de mansinho em cada casa e pintou todos os bebês da vila. Depois, foi de vila em vila por todos os lados até pintar todos os bebês de gente no mundo.

Quando amanheceu, foi uma surpresa enorme para todo mundo ver os bebês todos pintados. Tinha neném pintado de branco, de preto, de marrom, de amarelo, azul, vermelho, laranja, violeta e várias outras cores mais.

O coitado do Julião apareceu numa aldeia para ver as pessoas felizes e percebeu todo mundo irritadíssimo, procurando o culpado pela travessura. O Julião, que não é bobo, não disse nada. Escondeu suas tintas e nunca mais brincou de pintar nada nem ninguém.

Só que ninguém sabe o porquê, mas os bebes ficaram pintados para sempre. Eu tenho para mim que eles foram os únicos que entenderam a intenção do Julião e acharam legal ter cores diferentes. Eles cresceram e tiveram seus filhos, que também nasceram pintados.

Às vezes, quando pessoas de cores diferentes tinham filhos, criavam uma terceira cor ou também estampas, tipo verde de bolinhas roxas ou xadrez amarelo e azul. Era tanta mistura de cores que depois de um tempo, ninguém mais sabia qual era a cor original que nos tínhamos antes de sermos pintados.

Por muitos anos, houve gente de tudo quanto é cor no mundo. Mas aconteceu de algumas cores sumirem sem mais nem por quê. Aparentemente, chegou uma hora em que os bebês se cansaram de tanto carnaval de cores e foram escolhendo as que mais gostavam. Agora, só temos algumas poucas pessoas com cores diferentes espalhadas por aí.

Mas tenho certeza de que ainda tem gente com cores diferentes em algum lugar. Deve ter algum menino listrado de laranja e cinza ou alguma garota todinha rosa e só com a pontinha do nariz cinza. Elas só estão perdidas nesse mundão enorme e é preciso prestar muita atenção para poder encontrar alguma.

Enquanto não achamos nenhuma dessas pessoas, o jeito é aproveitar e curtir as pessoas com diferentes cores que temos ao nosso redor.



Ilustração by Jomar Serpa

Por que as pessoas usam chapéu?

O chapéu é considerado por muitas pessoas como um item de moda. Se usa porque é bonito, ou porque combina com a roupa ou porque está na moda, mesmo. Em outros casos, as pessoas usam como proteção, do Sol, do vento, do frio ou do que quer que seja. Mas há pessoas que, como eu, precisam usar para não perderem suas cabeças.

Como assim “perder a cabeça”? Não, eu não fico nervoso sem chapéu, nem fico maluco. O que pode acontecer é eu perder a minha cabeça.

Você já teve dias em que acordou meio estranho, meio sonâmbulo? E passou o dia distraído? Essas dias, para as pessoas como eu, são problemáticos porque estamos com a cabeça muito leve. Leve demais.

Você já escutou a expressão “estar com a cabeça na Lua”? Pois é, isso pode acontecer de verdade! A nossa cabeça, nesses dias, fica tão leve que pode flutuar por aí! Imagine só você tranquilo assistindo à sua aula na escola e, quando vai ver, a cabeça não está mais lá! Tá flutuando no teto da sala! Posso te afirmar que as professoras não gostam nadinha disso.

E o pior é que isso costuma acontecer muito em salas de aula, principalmente nas aulas chatas. Às vezes, acontece quando estamos assistindo a filmes chatos ou estamos numa looooonga fila do mercado, esperando a nossa vez.

Mas, às vezes, pode acontecer o contrário com a nossa cabeça. Tem momentos em que a gente fica tão preocupado ou ansioso com alguma coisa que a nossa cabeça fice cheia. Fica tão cheia que chega a pesar.

Eu descobri o que acontece quando a gente está de cabeça cheia num dia em que eu estava muito preocupado com uma prova no colégio. Estava estudando muito e a minha cabeça estava lotada. Então resolvi tomar um sorvete de casquinha de duas bolas para relaxar um pouquinho.

Lá estava eu lambendo o meu sorvete quando “plaft”: a bola de cima caiu. Eu olhei para ela no chão e fiquei tão triste que voltei a lembrar da escola e da prova. Nessa hora, quando fui ver, minha cabeça tinha caído também e estava lá no chão, do lado do sorvete.

Olha, mas não se preocupem que não dói nem nada. É uma sensação estranha e pronto. Só é chato ficar pegando a cabeça no chão o tempo todo ou ficar correndo pela rua atrás da cabeça leve flutuando com o vento.

É por isso que nós, que temos esse problema, usamos chapéus. O chapéu equilibra a cabeça no lugar, põe um peso para ela não voar e ainda pode ser bonitinho!Por isso, se você estiver naqueles dias super avoados ou muito preocupado, sugiro colocar rapidamente um chapéu. Nunca se sabe onde a nossa cabeça vai parar num dia como esses.

Pedro, de onde veio?

Para ver mais uma aventura do Pedro, acompanha sua saga em Contos que nem te conto.

Entradas Mais Antigas Anteriores Próxima Entradas mais recentes

Direitos autorais

Contos Infantis Infantil Criança História para Dormir Respostas Fantásticas para Perguntas Intrigantes Por que porque como fantasia
Protected by Copyscape Duplicate Content Software
%d blogueiros gostam disto: