Pedro Brincando de Advinhar

Pedro com seu pai passeia
E na rua a tudo observa
Como novidade nunca rareia,
a curiosidade se conserva.

Pedro, aproveitando a chance
Convida o pai para um jogo
Este, rápido no lance,
aceita, sabendo mexer com fogo.

“Pedro”, seu pai pergunta,
“é fino no meio, no alto largo
sobe marrom e verde disjunta.”
“Árvore”, diz o filho, sem retardo.”

“Pedro”, seu pai continua,
“é preto, espalhado e com curvas,
manchas brancas a descontinua.”
“Essa é fácil: a rua!”

“Pedro”, diz o pai sorrindo,
“é verde, depois amarelo e depois vermelho,
depois verde de novo, infindo.”
Pensa e responde “Sinal!”, num centelho.

Pedro, o pai diz ser
para lá de inteligente
e sugere seu filho fazer
as perguntas daqui pra frente.

Pedro começa então:
“É alto como um prédio,
rápido, forte, tem um abração
E nunca me deixa no tédio.”

Pedro, seu pai deixou perdido
“Que louca combinação de atributos!
E que pensamento mais desmedido.
Meu filho é doido absoluto.”

Pedro, mestre dos mistérios
acaba com a dúvida que ao pai corrói.
“Para com os critérios,
só mesmo meu pai, meu herói!”

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De onde vêm os bebês?

Juro para vocês que estou tentando pensar num texto legal para explicar isso.

Enquanto isso, aí vai um vídeo explicativo que conheci com um timming perfeito!

Fiquei com inveja! Queria ter tido essa idéia…

A última do Pedro

Pessoal, se quiserem conferir a última aventura do Pedro, meu xará, dêem uma conferida em Contos que nem te conto.

Vencedor da semana

De acordo com a votação dessa semana, o conto ganhador de uma ilustração foi o “Por que os cachorros cheiram os rabos uns dos outros?”, com 54,17%. É só clicar aqui para conferir!

A contribuição foi feita por Gerardo Martinez. Gracias, Gerardo!

Se você também quiser contribuir com o site, é só me avisar pelos comentários ou por ê-mala.

Tá ficando chique! Ou quase…

Eu não sei desenhar nem homenzinhos de palitinho que sai tudo troncho. Se minha vida dependesse de eu conseguir traçar uma linha reta (quantas tentativas quisesse), eu morreria fácil. Fui a criança que ganhava 5 na aula de artes da escola “pelo esforço, tadinho”.

MAS…

Tenho amigos que sabem desenhar, são ótimos e entraram na minha loucura de blog para crianças. E um deles me mandou um desenho para um post: Por que algumas aves voam e outras não?

E ficou muito maneiro! Tipo, tá bom, eu sou suspeito para falar alguma coisa (O quê? Só porque o blog é meu, o amigo é meu e o desenho é para mim? Chatos!), mas eu realmente achei que ficou legal.

Eu já tenho outras imagens de outros amigos que também se empolgaram de desenhar as minhas palavras malucas. E, para direcionar seus esforços criativos, eu decidi fazer uma enquete semanal. Toda semana vou perguntar qual é o post que vocês gostariam de ver ilustrado (tá ali, na barra lateral). Ao final da semana, o post que ganhar receberá sua imagem bonitinha.

Como são pessoas diferentes, com visões diferentes dos contos e traçados diferentes, os desenhos devem ter estilos bem diferentes uns dos outros. Espero que curtam e me ajudem a escolher qual o post a ser ilustrado a cada semana.
Ah! Aproveito para dizer mais três coisas: vou abrir uma “caixa de recados” no menu lateral para, como diz o nome, deixar recados de coisinhas legais.

A segunda coisa é que o blog está aberto para contribuições, sem cobranças e sem restrições. Quem quiser mandar um desenho legal para ilustrar um post – mesmo que seja um post que já tenha um desenho, não tem importância – pode deixar um recado aqui que eu entro em contato. (Embora eu não esteja respondendo os comentários no momento, eu leio todos. Obrigado pela força a todos!)

A terceira coisa é, ainda no tema “quem quiser ajudar, levante a mão”, esse blog só é possível se for alimentado com perguntas. A maioria das perguntas eu inventei, outras tantas foram ajuda de amigos e leitores. Se você quiser contribuir também com uma pergunta, será mais do que bem-vinda. Se a sua pergunta foi feita pelo filho, sobrinho, neto, parente do periquito que é vizinho do papagaio do cachorro da esquina, melhor ainda. Criatividade de criança não tem igual.

Bom, beijos para quem é de beijo e abraços para quem é de abraços.
E espero que estejam curtindo essa loucura aqui.

Pedrin

Infantilização da criança ou realismo infantil?

Quando comecei a desenvolver a idéia para este site na minha cabeça e a discutir com a patroa, uma questão importante surgiu: deve-se dar respostas fantásticas para todas as perguntas?

Me explico: durante nosso período de tentativas e a curta gestação interrompida, a metade-cara leu muitos blogs e sites sobre gestações, bebês e crianças. Em vários deles, havia discussões quanto a que tipo de respostas devem ser dadas para as crianças, se era para os pais serem claros e responderem corretamente, apenas adaptando a linguagem, ou para dar respostas “bonitinhas” para proteger os filhos das coisas chatas da vida e que descobrissem mais tarde na escola.

Os defensores do “Realismo Infantil” (acabei de inventar, tá?) têm um ponto muito interessante: as crianças têm cada vez mais acesso a informação e cada vez mais cedo. Então, se você der uma resposta criativa, a criança vai descobrir a verdade na internet ou na TV – antes mesmo de chegarem na escola. A consequência disso pode ser uma falta de confiança nos pais por terem mentido.

Outros defensores dizem que as crianças têm cada vez mais cedo a capacidade de aprender e absorver conhecimento. Por isso, é melhor já vir aprendendo tudo desde pequeno para poder ir bem na escola, passar de primeira no vestibular, mandar bem na faculdade, conseguir um bom emprego e ganhar $30.000 por mês aos 25 anos de idade. Ufa!

Bom, eu claramente defendo que infância é infância. Defendo que a hora da brincadeira é o que estimula a criatividade, que o lazer é tão importante na vida de uma pessoa (mesmo de uma criança) quanto estudos e trabalho. Pro pessoal que se amarra nuns termos pseudo-intelectuais que saem no caderno de ciência do jornal, aí vai: a brincadeira criativa estimula a cognição, inteligência imaginativa, capacidade de adaptação, capacidade de extrapolação de situações, leva a um saudável desenvolvimento físico e é divertido.

Então, para o segundo argumento dos defensores do “Realismo Infantil” (olhaaaaa, tentando lançar moda), acabar com a infância divertida da criança, para mim, não é garantia de se criar um adulto bem-sucedido – apenas um amargo.

Quanto à primeira questão, eu concordo em termos. Para a maioria das perguntas (dependendo da idade da criança, é claro), sou a favor de uma resposta fantástica. No entanto, concordo que há algumas perguntas que, se não forem respondidas adequadamente, podem causar confusão na criança e talvez venham a causar problemas futuros.

Nas pesquisas da patroa pela internet, ela achou um texto que falava que vale a pena explicar, adaptando a linguagem à idade da criança, a fatídica pergunta “De onde vêm os bebês?” Falar de cegonhas, abelhinhas ou qualquer outro animal pode causar confusão e gerar certos desconfortos com sexo mais tarde.

Assim sendo, decidimos entre nós dois que, nestes casos, daríamos uma resposta correta e menos confusa possível. Neste projeto, eu tento seguir os preceitos do que definimos – até agora – sobre como cuidaremos dos nosso filhos. Por isso, estou trabalhando na melhor resposta possível que eu possa dar para a seríssima pergunta que todos os pais enfrentam.

Quanto ao resto das perguntas, respostas fantásticas estão a caminho.

Existem perguntas irrespondíveis?

Talvez. Mas eu gosto de pensar que apenas não sabemos como respondê-las ainda. Acho que com calma, paciência e boa vontade, deve ser possível responder qualquer pergunta. Mas devo admitir que há perguntas que são mega-ultra-hiper-cabeludas e que chegam até a assustar no momento em que são feitas.

Eu tenho um amigo que tem uma filha de cinco anos. Ele é casado com uma professora de jardim de infância, uma pessoa cheia de pedagogias, psicologias e técnicas. Eles decidiram juntos que responderiam todas as perguntas da melhor forma possível para que pudessem ter uma relação de confiança e sinceridade com a filha.

Isso pode até parecer engraçado vindo do mesmo pai do caso do CACAu, mas pais compromissados também têm seus momentos de fraqueza.

Bom, um dia a menina chegou para o pai e soltou com a maior tranqüilidade a bendita pergunta: “Pai, seu bingulim é grande?”

Cara, essa pergunta é cabeluda estilo Valderrama, estilo Jackson 5, estilo Chewbacca!

Meu amigo, apesar do pensamento pedagógico e da veia cômica, ficou sem palavras. Desconversou e esqueceu do assunto.

Não sei como eu reagiria no lugar dele, pego de surpresa com uma pergunta tão complicada. Provavelmente faria o mesmo. A Metade-cara sugeriu dizer algo do tipo “Tamanho não importa” (e eu que pensei que mulheres já nasciam com essa pergunta implantada na mente). Eu acho que a criança ainda era muito pequena para entender essa resposta – ou mesmo para entender a própria pergunta que fez.

Pensando com calma na situação, acho que essa é uma pergunta infantil que gera outras perguntas de adulto: “Por que você quer saber isso?”, “De onde você tirou essa pergunta?” etc. Acho mais importante – neste caso – entender o que está passando na cabeça da criança e explicar o que é que ela está perguntando do que simplesmente dar uma resposta direta, seja ela qual for.

Acho que a pior resposta seria um “Isso é coisa de adulto” ou um “Não é da sua conta”. Esse tipo de atitude, a meu ver, só afasta a criança dos pais como fontes de conhecimento e pode atiçar a curiosidade. Dessa forma, a criança vai querer saber mais do que nunca do que se trata – de um tema que de repente nem queria saber tanto assim, como foi o caso. E pior, vai procurar sobre o assunto em lugares sem o seu apoio ou supervisão: amigos, TV e internet.

Eu espero, se/quando chegar a minha vez, poder ter calma e tratar do assunto com a seriedade, porém normalidade, que ele merece. O coitado do meu amigo ainda não respondeu para a filha (e suspeito que, por ele, nunca responderá). Mas a menina também nunca mais voltou a fazer essa pergunta. Bom para ele.

E você, o que faria no lugar do meu amigo?

Como papai conheceu a mamãe?

Há alguns anos, no meu blog de contos pra gentigrandi, decidi escrever a história de como conheci a patroa, visando nossos filhos. Foi, de certa forma, o post precursor deste blog. Então, não podia deixar de entrar aqui: Como papai conheceu a mamãe?

Era uma vez…

Era uma vez um menino. Ele andava na rua sempre olhando pra baixo e tendo muito cuidado para não cair num buraco ou pisar em merda de cachorro. Só que ele vivia batendo com a cabeça em postes e placas de rua. Seus amigos reclamavam que passavam por ele e ele fingia não ver – quando na verdade ele realmente não os via por estar sempre com a cabeça baixa.

Era uma vez uma menina. Ele andava na rua sempre olhando pra frente e tendo muito cuidado para não bater em postes e placas e para não deixar desapercebidos seus amigos. Mas ela vivia caindo em buracos e pisando em merda de cachorro. Seus amigos viviam reclamando que ela chegava sempre suja ou machucada aos lugares.

Era uma vez um menino que conheceu uma menina. Ele andava na rua sempre olhando pra baixo. Ela vivia olhando pra frente. Um dia, ele estava amarrando o sapato e ela esbarrou nele. Assim se conheceram. Eles nunca mais bateram em postes e placas ou caíram em buracos ou pisaram em merdas de cachorros.

Publicado originalmente em 31/07/08, aqui.

Para começar do começo

Não sou pedagogo, psicólogo, pediatra, professor nem nada disso. Sou um futuro pai que resolveu fazer alguma coisa pelo seu filho e por isso esse blog. Não tenho conhecimentos técnicos, nem ferramentas testadas e aprovadas pelo Ministério da Educação ou coisas do gênero. Tenho apenas (um pouco ) de imaginação.

E imaginação, se não me falhar, será a única ferramenta que usarei (além de um pouco de bom senso) para escrever as linhas deste blog. Aliás, imaginação é a ferramenta mais importante neste projeto.

Quando eu era criança, eu era muito chato. Perguntava tudo, o porquê, o como, o por onde, o quando, tudo. E minha mãe até tinha alguma paciência de explicar algumas coisas. Mas, depois de trabalhar 8, 9 horas por dia, enfrentar trânsito, chegar em casa cansada, fazer a janta, lavar a louça, botar as crianças para tomar banho, vestir e arrumar as crianaças para dormir, eu entendo perfeitamente porque eu recebi tantos “porque sim” na vida.

Fato é que eu não gostaria de repetir esse comportamento com minha prole. Gostaria de poder dar uma explicação para tudo o que perguntar. E mais: queria poder dar uma resposta fantástica, que estimulasse a criatividade da criança, que pudesse montar um universo mágico à sua volta. Pelo menos até o filhote descobrir a TV e o computador.

Por isso a imaginação é minha ferramenta de trabalho nesta empreitada. Montar uma “mitologia infantil” rica o suficiente para que meu filho possa passar uma infância fantástica.

Como meu primeiro post, conto uma história que minha avó me contou quando fiz uma pergunta que muitos pais arrancariam os cabelos só de escutar:

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