A gente pesa mais antes ou depois do banho?

Você sabia que o nosso corpo não é igualzinho o dia todo? Pois é, ele pode sofrer pequenas alterações conforme o dia passa e devido às coisas que fazemos.

Por exemplo, você sabia que a gente é mais alto de manhã do que de noite? É verdade! Quando a gente acorda de manhã, nosso corpo está descansado e com os ossos bem separadinhos porque passamos um tempão deitados. Ao levantarmos, estamos alguns milímetros mais altos do que ao deitarmos para dormir. De noite, depois de passarmos o dia pulando, correndo e brincando, o corpo está cansado e com os nossos ossos todos juntinhos.

A maioria das pessoas nem percebe isso porque acordam que nem eu: se arrastando e morrendo de sono, quase um sonâmbulo.

Sabendo que nosso corpo muda, fica a pergunta: a gente fica mais pesado antes ou depois do banho? A verdade é que a resposta para essa pergunta é meio complicada. Por quê? Ora, porque depende de alguns fatores.

A maioria das pessoas diria que esses fatores são o quanto você se sujou antes do banho ou quanto cabelo você tem (cabelo molhado pesa mais que cabelo seco). Só que, para mim, o fator determinante é o que você escutou ao longo do dia.

Como assim? Acontece que, ao longo do dia, nós escutamos muitas coisas, algumas boas e algumas más. As boas entram pelo ouvido e viram pensamentos (embora, em algumas pessoas, entrem por um ouvido e saiam pelo outro). As coisas ruins, por outro lado, são filtradas no ouvido e não entram na nossa cabeça.

E o que acontece com as coisas filtradas? Elas ficam dentro do ouvido na forma de cera. Quando tomamos banho direito e limpamos bem as orelhas e ouvidos, tiramos todas essas coisas ruins de dentro de nós e ficamos mais leves.
Tem gente que ouve muita besteira ao longo do dia, por exemplo, mãe de criança que fala palavrão. Tem outras pessoas que falam muita besteira e escutam as próprias besteiras. Isso tudo pesa muito, além de ser bem chato.

Assim, ao tomar banho, teste o quanto você ouve de besteira no seu dia. Pese-se antes e depois de se lavar e veja a diferença de peso. E não se esqueça de limpar bem atrás da orelha e dentro do ouvido para poder funcionar.

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Por que os adultos são gente grande e as crianças são pequenas?

Muitas vezes a gente quer fazer alguma coisa e nossos pais não deixam. Eles sempre falam que é coisa de gente grande. Mas é uma injustiça os adultos serem grandes e poderem fazer coisas que as crianças, só porque são pequenas, não podem.

Bom, você já deve ter percebido que está sempre crescendo, não é? As roupas do uniforme da escola do ano passado não cabem mais, os dentes estão caindo e você consegue alcançar coisas que não conseguia antes. Só que tá demorando muito para ficar grande que nem gente grande? Você não sabe nada!

A gente já foi muito menor do que somos hoje. Verdade! Menor do que uma joaninha, do que um fio de cabelo, menor do que a menor coisa que a gente consegue pensar. Pois é, assim de pequeno.

E não só éramos tão pequenos, como também não estávamos inteiros. Como assim? Nós já estivemos divididos pela metade. Serinho! Uma metadinha do piquitito de gente que nós éramos estava com a mamãe e o outro pedacinho com o papai.

Um dia, eles resolveram juntar esses pedacinhos para a gente poder crescer. Foi preciso muito amor para poder colar um pedacinho no outro. Depois que eles colaram, guardaram na barriga da mamãe e a gente nunca mais parou de crescer.

Então, apesar de a gente ainda não ser adulto, já somos gente grande sim! Somos muito maiores do que já fomos. Já crescemos um montão! Já podemos fazer um monte de coisas que não podíamos fazer antes. Pergunte para a mamãe. E passou tão rápido que a gente nem lembra!

E não se preocupe com os adultos. Eles são apenas crianças que já pararam de crescer. Daqui a pouco a gente chega lá.

Por que espirramos?

O espirro, geralmente, é resultado de alguma doença: um resfriado ou alergia etc. Só que há alguns espirros que vêm nos momentos mais inesperados e sem motivo. São esses que deixam a gente encucado. Se não estamos doentes, por que mesmo assim espirramos?

O espirro “fora de hora” é um sinal do nosso corpo. Não, não significa uma doença nova que ninguém conhecia. É um sinal beeeem diferente: ele é um sinal de que alguém quer falar com a gente.

Outro sinal é quando nossa orelha fica vermelha e quente. Se sua orelha está vermelha E quente E você tem um espirro “fora de hora”, em alguém precisando falar com você com muita vontade.

Não confunda esses sinais, no entanto, com coceira na palma da mão que só pode significar duas coisas:
1)    Eu você é uma criança que gosta de fazer arte, pintar o sete, deixar tudo bagunçado.
2)    ou Que você passou a mão em alguma erva daninha e vai ficar coçando por um tempão.

Mas como assim “é um sinal de que alguém quer falar com a gente”? Bom, você pode não acreditar, mas há muito tempo atrás, não existia celular. É verdade! E também não existia internet nem computadores. Serinho! Além disso, não havia telefones nem televisores nas casas. Impossível? Não, tudo isso aconteceu mesmo.

Nessa época, pra as pessoas se comunicarem de longe, só havia três maneiras: com um telefone de lata, através de um telefone sem fio e com o orelhofone.

O telefone de lata era duas latas ligadas por um barbante esticado. Era complicado porque a pessoa tinha que entregar uma das latas para a pessoa com quem queria falar e só depois ia para longe dela. As pessoas perceberam que era mais fácil falar com quem queria antes de se afastarem. Além disso, os barbantes que as pessoas tinham eram muito curtos, sendo mais fácil gritar a mensagem de tão perto que ficavam. E quem tinha barbantes bem longos, tinha o maior problema para carregar de um lado para o outro.

Quando as pessoas perceberam que os telefones de lata eram muito ruins por causa do barbante, inventaram o telefone sem fio. Não, não é aquele aparelho que a sua mãe tem na sua casa. Na verdade, não é nem um aparelho. O telefone sem fio funciona quando uma pessoa fala uma mensagem no ouvido da pessoa do lado e pede para ela passar adiante. A segunda pessoa fala no ouvido de quem está do outro lado dela e assim por diante até chegar à pessoa com quem se queria falar a princípio. Isso era problemático porque a mensagem final quase nunca era igual à inicial, as pessoas escutavam errado ou se esqueciam ou se confundiam e a mensagem final era quase sempre muito ouça. Além disso, isso gerava muita fofoca porque todo mundo ficava sabendo o que a gente queria contar para o nosso amigo e espalhavam tudo. E imagina se você quer falar mal de alguém e essa pessoa está antes do seu amigo! Já viu a confusão, né?

Foi aí que inventaram o orelhofone. Esse é um sistema de comunicação que as pessoas de hoje em dia não sabem mais muito bem como funciona. Quando inventaram o aparelho de telefone, as pessoas ficaram tão felizes que se esqueceram completamente como usar o orelhofone.

Só que ele continua funcionando! Só o que sabemos hoje em dia é que os espirros “fora de hora” são os avisos de que alguém está ligando. Ligações urgentes usam as orelhas vermelhas e quentes para se identificarem. Ligações muito urgentes usam tudo.

Pena que a gente não sabe como atender as ligações. Sim, todos sabemos como ligar: é só pensar com muita força na pessoa com quem se quer falar. Com certeza, nesse exato momento, ela vai espirrar ou sua orelha vai ficar vermelha ou quente. Ou tudo junto.

Então, fique atento ao telefone caso um dos sinais se manifeste em você. E pare de mexer em erva daninha ou de fazer travessura para a sua mão parar de coçar!

Infantilização da criança ou realismo infantil?

Quando comecei a desenvolver a idéia para este site na minha cabeça e a discutir com a patroa, uma questão importante surgiu: deve-se dar respostas fantásticas para todas as perguntas?

Me explico: durante nosso período de tentativas e a curta gestação interrompida, a metade-cara leu muitos blogs e sites sobre gestações, bebês e crianças. Em vários deles, havia discussões quanto a que tipo de respostas devem ser dadas para as crianças, se era para os pais serem claros e responderem corretamente, apenas adaptando a linguagem, ou para dar respostas “bonitinhas” para proteger os filhos das coisas chatas da vida e que descobrissem mais tarde na escola.

Os defensores do “Realismo Infantil” (acabei de inventar, tá?) têm um ponto muito interessante: as crianças têm cada vez mais acesso a informação e cada vez mais cedo. Então, se você der uma resposta criativa, a criança vai descobrir a verdade na internet ou na TV – antes mesmo de chegarem na escola. A consequência disso pode ser uma falta de confiança nos pais por terem mentido.

Outros defensores dizem que as crianças têm cada vez mais cedo a capacidade de aprender e absorver conhecimento. Por isso, é melhor já vir aprendendo tudo desde pequeno para poder ir bem na escola, passar de primeira no vestibular, mandar bem na faculdade, conseguir um bom emprego e ganhar $30.000 por mês aos 25 anos de idade. Ufa!

Bom, eu claramente defendo que infância é infância. Defendo que a hora da brincadeira é o que estimula a criatividade, que o lazer é tão importante na vida de uma pessoa (mesmo de uma criança) quanto estudos e trabalho. Pro pessoal que se amarra nuns termos pseudo-intelectuais que saem no caderno de ciência do jornal, aí vai: a brincadeira criativa estimula a cognição, inteligência imaginativa, capacidade de adaptação, capacidade de extrapolação de situações, leva a um saudável desenvolvimento físico e é divertido.

Então, para o segundo argumento dos defensores do “Realismo Infantil” (olhaaaaa, tentando lançar moda), acabar com a infância divertida da criança, para mim, não é garantia de se criar um adulto bem-sucedido – apenas um amargo.

Quanto à primeira questão, eu concordo em termos. Para a maioria das perguntas (dependendo da idade da criança, é claro), sou a favor de uma resposta fantástica. No entanto, concordo que há algumas perguntas que, se não forem respondidas adequadamente, podem causar confusão na criança e talvez venham a causar problemas futuros.

Nas pesquisas da patroa pela internet, ela achou um texto que falava que vale a pena explicar, adaptando a linguagem à idade da criança, a fatídica pergunta “De onde vêm os bebês?” Falar de cegonhas, abelhinhas ou qualquer outro animal pode causar confusão e gerar certos desconfortos com sexo mais tarde.

Assim sendo, decidimos entre nós dois que, nestes casos, daríamos uma resposta correta e menos confusa possível. Neste projeto, eu tento seguir os preceitos do que definimos – até agora – sobre como cuidaremos dos nosso filhos. Por isso, estou trabalhando na melhor resposta possível que eu possa dar para a seríssima pergunta que todos os pais enfrentam.

Quanto ao resto das perguntas, respostas fantásticas estão a caminho.

Existem perguntas irrespondíveis?

Talvez. Mas eu gosto de pensar que apenas não sabemos como respondê-las ainda. Acho que com calma, paciência e boa vontade, deve ser possível responder qualquer pergunta. Mas devo admitir que há perguntas que são mega-ultra-hiper-cabeludas e que chegam até a assustar no momento em que são feitas.

Eu tenho um amigo que tem uma filha de cinco anos. Ele é casado com uma professora de jardim de infância, uma pessoa cheia de pedagogias, psicologias e técnicas. Eles decidiram juntos que responderiam todas as perguntas da melhor forma possível para que pudessem ter uma relação de confiança e sinceridade com a filha.

Isso pode até parecer engraçado vindo do mesmo pai do caso do CACAu, mas pais compromissados também têm seus momentos de fraqueza.

Bom, um dia a menina chegou para o pai e soltou com a maior tranqüilidade a bendita pergunta: “Pai, seu bingulim é grande?”

Cara, essa pergunta é cabeluda estilo Valderrama, estilo Jackson 5, estilo Chewbacca!

Meu amigo, apesar do pensamento pedagógico e da veia cômica, ficou sem palavras. Desconversou e esqueceu do assunto.

Não sei como eu reagiria no lugar dele, pego de surpresa com uma pergunta tão complicada. Provavelmente faria o mesmo. A Metade-cara sugeriu dizer algo do tipo “Tamanho não importa” (e eu que pensei que mulheres já nasciam com essa pergunta implantada na mente). Eu acho que a criança ainda era muito pequena para entender essa resposta – ou mesmo para entender a própria pergunta que fez.

Pensando com calma na situação, acho que essa é uma pergunta infantil que gera outras perguntas de adulto: “Por que você quer saber isso?”, “De onde você tirou essa pergunta?” etc. Acho mais importante – neste caso – entender o que está passando na cabeça da criança e explicar o que é que ela está perguntando do que simplesmente dar uma resposta direta, seja ela qual for.

Acho que a pior resposta seria um “Isso é coisa de adulto” ou um “Não é da sua conta”. Esse tipo de atitude, a meu ver, só afasta a criança dos pais como fontes de conhecimento e pode atiçar a curiosidade. Dessa forma, a criança vai querer saber mais do que nunca do que se trata – de um tema que de repente nem queria saber tanto assim, como foi o caso. E pior, vai procurar sobre o assunto em lugares sem o seu apoio ou supervisão: amigos, TV e internet.

Eu espero, se/quando chegar a minha vez, poder ter calma e tratar do assunto com a seriedade, porém normalidade, que ele merece. O coitado do meu amigo ainda não respondeu para a filha (e suspeito que, por ele, nunca responderá). Mas a menina também nunca mais voltou a fazer essa pergunta. Bom para ele.

E você, o que faria no lugar do meu amigo?

Fazendo caquinha

Inventar histórias para crianças é uma responsabilidade muito grande. As crianças são muito criativas, inventivas, influenciáveis e inocentes – e isso pode acabar se voltando contra elas.

Eu tento pensar bastante nos textos para que não tenham nenhum conteúdo de violência, palavras indevidas, comportamentos reproduzíveis inadequados e tudo mais que eu possa pensar que poderia trazer algum problema para a criança – ou para os seus pais.

Caso haja alguma crítica ou observação para fazer, por favor, não hesitem em fazer uso dos comentários. Terei o maior prazer em tirar do ar o que está trazendo problemas para as pessoas até que eu possa resolver esse problema.

Eu aprendi essa lição de uma maneira muito engraçada, mas pertinente. Um amigo meu tem uma filha de seis anos e ela ama Kinder Ovo. A questão é que Kinder Ovo é mais caro que vários outros chocolates por vezes melhores e que vêm em maior quantidade, tudo por causa da tal surpresa dentro.

Chateado por pagar caro por um chocolate não tão bom que ainda vinha com um brinquedo fuleira, meu amigo decidiu fazer a filha desistir do Kinder Ovo. O que ele fez? Disse para a filha que o tal ovo não era de chocolate, mas sim de caca.

A filha imediatamente acreditou e abriu o berreiro, lembrando-se de todos os Kinder Ovos que já tinha comido. O pai imediatamente tentou desmentir-se, mas não tinha mais volta; aquela bolotinha marrom escura, para ela, era caca.

Meu amigo chegou a pedir ajuda para a sua esposa, mas ela, a esta altura do campeonato, não conseguia parar de gargalhar do inusitado da situação e da enrascada em que ele tinha se metido. E o pior é que, quanto mais a mãe ria, mais chateada a criança ficava.

O pai decidiu então provar para a filha que o Kinder Ovo não era nada feito de caca e que tinha sido apenas uma brincadeira sua. Pegou a embalagem do produto e foi mostrar para criança que já começava a ler os ingredientes da guloseima.

Deu a embalagem na mão da filha e pediu para ela ler. A menina leu baixinho o que estava escrito e desatou a chorar ainda mais. O pai, espantado, pegou o Ovo para ler o que estava escrito.

Produto a base de CACAu.

Aí já era tarde demais. Para explicar para a filha que cacau era o mesmo que chocolate e não caca, era impossível. Ela não queria mais ouvir nada. A menina até hoje tem nojo de Kinder Ovo e acha que a tal da surpresa não tem nada a ver com o brinquedo dentro.

Moral da história: cuidado com o que você conta para o seu filho; ele acredita!

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