Quem inventou o pique-esconde?

Uma das minhas brincadeiras preferidas sempre foi o pique-esconde – ou esconde-esconde, como preferir. Poder me tornar invisível no meio do recreio, andar que nem um ninja para não ser descoberto e, por fim, me salvar é pura emoção. Ou ser quem procura e pegar todo mundo, um por um, em seus esconderijos. É divertido demais!

Na última vez que brinquei, fiquei pensando em quem teria inventado essa brincadeira tão legal. E, por conta disso, acabei sendo descoberto. Isso que dá ficar viajando enquanto brinca de algo tão sério…

Mas, voltando à questão, de onde será que veio essa brincadeira?

Parece que, a muitos anos atrás, quando ainda não existia gente e só tinha bicho falando por esse mundão afora, na floresta não se falava de outra coisa se não do Camaleão. Era um bicho que tinha acabado de chegar no bosque. Era meio estranho, tinha os olhos virados para lados diferentes, parecia uma lagartixa e seu rabo vivia enrolado.

Porém, o mais incrível dele, na verdade, não era nada disso. Ele dizia que quando se escondia, ninguém podia encontrar. Um verdadeiro mestre de esconder.

Vários animais o admiraram muito pelo que disse, mas outros tantos desconfiaram do que ele havia dito, achando que não podia ser verdade aquele bicho estranho ser mestre de qualquer coisa.

O Camaleão então desafiou quem quisesse para que tentasse encontrá-lo em um concurso. Nesse momento, o Seu Tartaruga, que passou a ter medo de concursos, já foi logo saindo de perto e se escondendo. Mas vários animais aceitaram o desafio, enquanto outros só se animaram por ver um evento tão incrível acontecendo.

Entre os desafiantes, estava o Falcão, tido como os melhores olhos de toda a floresta; o Cachorro, não havia cheiro que seu nariz não encontrasse; e um passarinho que, na época, se chamava Joaquim.

O Falcão e o Cachorro todo mundo entendia acharem que podiam encontrar aquele convencido do Camaleão, mas o Joaquim? Ele era um pássaro pequeno, de bico pequeno, olhos pequenos e só. Como ele poderia querer encontrar qualquer coisa daquele jeito?

Acontece que o Joaquim só queria mesmo era se divertir, participar da brincadeira. Achar o Camaleão não importava, o legal era a busca.

Bom, o Camaleão então combinou com os três desafiantes que deveriam fechar seus olhos e contar até 10 para só então saírem à procura dele. Todos aceitaram e assim foi criada a primeira regra do pique-esconde.

Voltando à história, os três fecharam os olhos e contaram. O resto dos animais, para não estragar a brincadeira, também fecharam os olhos e contaram. Quando abrira, o Camaleão tinha sumido! Ninguém sabia para onde tinha ido ou onde tinha se escondido.

O Falcão logo levantou voo e ficou circulando a área lá de cima, usando seus olhos de falcão para encontrar aquela lagartixa metida a besta. Girou, girou, girou e nada de encontrar o Camaleão. Acabou caindo, zonzo e com os olhos tortos de tanto procurar; e nada de achar.

O Cachorro rapidamente botou o focinho para funcionar e rapidamente encontrou o cheiro do Camaleão. Assim, foi seguindo seu odor até chegar em um momento em que não tinha mais para onde ir. Segundo seu nariz, o Camaleão tinha que estar ali, mas ele não estava! O Cachorro procurou e cheirou e deu voltas e cheirou mais um pouco, mas nada de encontrar o Camaleão. Por fim, o Cachorro caiu exausto no chão e desistiu também.

O que ninguém sabia é que o Camaleão era um mestre de esconder não era à toa: ele podia mudar de cor e ficar igualzinho ao que ele estiver por cima. Se estiver sobre o tronco de uma árvore, ele fica marrom igualzinho. Se estiver sobre uma flor, ele fica da cor da dita cuja. Se estiver sobre uma pedra, fica cinza e é impossível percebê-lo sobre a rocha.

E foi exatamente isso que o Camaleão fez, mudou de cor sobre um galho de árvore e ficou quietinho assistindo aos desafiantes procurá-lo e nada encontrar. Ele só ria por dentro.

O Joaquim tinha visto o que tinha acontecido com o Falcão e com o Cachorro e ficou preocupado. Não é que aquele tal de Camaleão era bom mesmo de se esconder? Ora, mas já que ele estava ali para procurá-lo, melhor era pelo menos tentar, né?

Ele deu uma voada por onde o Falcão procurou e não achou nada. Aí deu uma procurada por onde o Cachorro farejou e também não encontrou nada. Já cansado – lembre-se que ele era um pássaro pequeno, de olhos pequenos, bico pequeno, mas também de asas pequenas -, ele decidiu pousar em um galho perto para descansar.

No que ele encostou a pata no galho, percebeu que tinha algo errado bem do seu lado. O galho tinha um caroço estranho, parecia uma verruga. Era da cor do galho, mas muito estranho, de um jeito que ele nunca tinha visto antes.

Então ele percebeu o que era: o Camaleão! Aí ele começou a gritar “Bem-te-vi! Bem-te-vi!”

Todo mundo foi ver o que o Joaquim tanto falava e encontraram o Camaleão vermelho de vergonha por ter sido encontrado por um passarinho tão pequeno, com bico pequeno, olhos pequenos e asas pequenas. E o Joaquim, este continuava bem orgulhoso a gritar “Bem-te-vi! Bem-te-vi!”

A partir daquele dia, ninguém mais duvidou dos bichos pequenos em nenhum concurso. Ninguém mais queria brincar de esconde-esconde com o Camaleão, já que ele não se escondia, só mudava de cor, o que não é o espírito da brincadeira.

E o Joaquim? Ninguém nunca mais chamou o passarinho daquele nome. A partir daquele dia, ele ficou conhecido como Bem-te-vi. E ele continua bradando até hoje para quem quiser ouvir seu triunfo sobre o Camaleão com altos e sonoros “Bem-te-vi! Bem-te-vi!”

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. sfdgfgfdg
    out 30, 2016 @ 20:13:29

    que bosta de texto, e a origem dessa porra, aonde está, seu puto?

    Responder

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