O que acontece num piscar de olhos?

Provavelmente você já deve ter escutado alguém falando que algo aconteceu num piscar de olhos. Ou seja, que foi muito rápido. Mas já parou para pensar o que realmente acontece enquanto piscamos os olhos?

É claro que a maioria das coisas que dizemos que aconteceu num piscar de olhos durou muito mais do que isso, né? É só uma forma divertida de falar que foi muito rápido. Mas algo acontece durante a piscada de verdade e nós não conseguimos ver porque… bom, porque estamos com os olhos fechados, ora!

Antes de dizer o que acontece, é importante saber por que piscamos, né? Afinal, se fosse por mim, eu ficaria com os olhos abertos o tempo todo, sem parar, só pra ficar vendo um monte de coisa legal que tem por aí. Se desse pra dormir de olhos abertos, eu dormiria! Já pensou? Aposto que um monte de coisa estranha entraria nos nossos sonhos porque passaram em frente os nossos olhos durante o sono. Bom, mais estranhas do que já dão um pulinho por lá.

Voltando ao assunto, nós piscamos porque este é o tempo de dar uma olhadinha pra dentro da cabeça. Hein? Olhar pra dentro da cabeça? Pois é! Quando fechamos os olhos, se prestarmos bastante atenção, dá pra dar uma conferida no que está lá no fundo da cabeça. (Tente ver agora o que está láááá no fundo da cabeça, bem na nuca, aquele lugar que você achou só servia para coçar depois de alguns dias sem tomar banho.)

Ué, mas por que fazemos isso? É que vemos muita coisa ao longo do dia e, se não tomarmos cuidado, muitas dessas coisas saem da nossa cabeça e não ficam na memória. Sabe quando alguém diz que o falaram entrou por um ouvido e saiu pelo outro? É quase isso que acontece com o que vemos se não tomarmos cuidado. (Isso do ouvido também acontece, mas é história pra outro conto).

Quando piscamos os olhos e vemos o que temos no fundo da cabeça é pra lembrarmos do que estamos vendo. Assim, podemos guardar na memória o que estamos vendo e não nos esquecermos. Quando não conseguimos lembrar de algo que vimos ao longo do dia [como aquela aula chata], é porque não piscamos direitinho para podermos lembrar. Ou porque estávamos com o olho fechado bem na hora e aí não vimos nada mesmo (é bom parar de dormir na sala de aula, hein!).

Não deixe de piscar bem para não se esquecer de nada. Ué, e o que acontece enquanto piscamos então? Tudo aquilo que não vamos lembrar porque nunca vimos, oras! É por isso que a piscada é tão rápida, para não deixarmos de ver nadica de nada do que acontece no mundo.

Mas, se você é não consegue segurar sua curiosidade e quer porque quer ver o que acontece enquanto pisca seu olho, só tem uma solução para isso: pare na frente do espelho e tente piscar mais rápido do que sua imagem. Se você for rápido e esperto o suficiente, conseguirá enganar o espelho e vai ver o que acontece enquanto você piscou. ;-p

Por que a gente chora?

Quando a gente se machuca ou está muito triste ou feliz demais ou, às vezes, quando está com muito sono – é nessas horas que as lágrimas escorrem dos nossos olhos. É meio estranho ver lágrimas saindo do canto dos olhos, mas como a gente está tão concentrado no que deixou a gente triste ou no que fez doer ou no que deixou feliz ou no nosso sono absurdo, nunca paramos pra pensar no que está acontecendo: por que a gente chora?

Dizem que a Lágrima era uma mulher muito linda e muito sensível. Ela vivia andando pelos lugares observando as coisas e pessoas e sentindo o que essas coisas ou pessoas sentiam nos momentos. Só que ela sentia muito mais do que as próprias coisas ou pessoas sentiam. Então, se você se machucava e ela estava perto, ela berrava muito mais do que você. Se estava triste, ela estava mais triste ainda. Se feliz, ela estava que não se aguentava de tanta alegria. Até no sono ela praticamente desmaiava.

Isso acontecia porque a Lágrima gostava muito de todo mundo e não conseguia ver ninguém tendo algum sentimento forte sem que tivesse também. A Lágrima era a melhor amiga de todo mundo – mesmo que algumas pessoas não soubessem.

Mas tinha gente que sabia sim. Como a Lua. A Lágrima e a Lua eram melhores amigas. A Lua vivia muito contente por conta do seu namorico com o Sol e a Lágrima adorava ficar perto dela ouvindo suas histórias e transbordando de alegria junto com a apaixonada. Imagine: se uma pessoa feliz já deixava a Lágrima com um sorriso de orelha a orelha, a Lua, com todo aquele tamanhão e ainda alegre até não poder mais, era bom demais de ficar perto!

Só que a Lua e o Sol se desentenderam. E a Lua ficou muito triste. Muito mesmo. E a Lágrima estava lá para consolá-la e ficar triste junto. Mas a tristeza da Lua não tinha fim. E a Lua tem aquele tamanhão. E nada do que a Lágrima dissesse para a amiga servia para aliviar sua tristeza.

A Lágrima percebeu que a Lua precisava tirar de dentro aquilo que estava deixando ela triste. Quando estamos felizes, sorrimos ou gargalhamos – e por isso não explodimos de alegria. Mas não tinha nada que nos impedisse de explodir de tristeza.

A Lágrima, então, decidiu que deveria fazer algo pela grande amiga. A mulher virou líquido puro e começou a escorrer pelos cantos dos olhos da Lua. Cada gota que caía da triste apaixonada, tirava de dentro dela um pouco da tristeza que a consumia. Foi então que a Lua começou a chorar. E chorou tanto e por tanto tempo e com tanta força, que chegou até a ter consequências na terra. Afinal, a tristeza da Lua era imensa – como ela.

Enquanto ajudava a amiga a transbordar sua tristeza, a Lágrima ficou muito tempo escorrendo dos olhos da Lua. Quando, por fim, a Lua conseguiu se recompor e se sentiu um pouquinho melhor, a Lágrima percebeu o bem que fez para a amiga. Por isso, decidiu que sempre que alguém estivesse com um sentimento tão forte que estivesse a ponto de explodir, ela ajudaria a transbordar isso através do choro. E foi assim que surgiu o choro e é por isso que a gente chora.

Então não se preocupe em segurar o choro ou que alguém esteja vendo você chorar. Deixe a Lágrima te ajudar a se sentir melhor.

Por que a gente boceja?

Tem gente que só faz no fim do dia, perto da hora de dormir. Outras pessoas fazem muito de manhã, indo para o colégio. Mas tem um pessoal que passa o dia inteiro fazendo. Do que estou falando? De bocejar!

A pessoa inspira o ar, abre o bocão e solta tudo o que tem nos pulmões com um gostoso “Uaaaaaaaa!”. Eu, que sou dos que boceja o dia inteiro, adoro bocejar e não perco uma oportunidade de abrir o bocão. Até porque seria perigoso se eu não fizesse isso.

Como assim? Você não sabia dos perigos de não bocejar? É perigosíssimo! Mas, para saber o porquê, antes você tem que saber o que é um bocejo. E antes de saber o que é o bocejo, temos que saber o que é a fala.

A fala? Como assim? Bom, a fala acontece de uma forma muito particular: a gente pensa nas palavras e elas surgem na nossa boca. Incrível, né? Pois bem, há um “armazém de letras” dentro da gente e é de lá que as palavras saem.

Ao longo do dia, a gente pensa muito mais coisas do que fala. Com isso, o “depósito de letras” vai se enchendo aos poucos. Chega um momento em que não cabe mais nada, uma palavrinha pensada a mais que seja e tudo pode se complicar.

Ouvi a história de um garoto que aprendeu tanto o que falava, que as palavras começaram a sair pelos cotovelos. Tem também a história das menina que de tanto não falar, seus cabelos ficaram em pé e formavam imagens do que ela estava pensando. Um terror para pentear!

Essas histórias são assustadoras, mas não precisam acontecer. Há uma solução bem simples para isso: bocejar. Isso mesmo! Quando você boceja, não faz um gostoso “Uaaaaaaaa!”? Então, assim você está esvaziando um pouco o seu depósito de letras.

Então não deixe de bocejar sempre que sentir necessidade. E também não deixe de falar o que estiver pensando. Principalmente se pensar uma pergunta legal!

Por que a Aranha tem oito pernas?

Muita gente faz essa pergunta, principalmente as pessoas que têm medo de aranhas. “Ai, por que tinha que ter tanta perna? Socorro!” Mal sabem essas pessoas que as aranhas são supersimpáticas.

Mas, afinal, a aranha tem oito pernas ou oito braços? Isso é um discussão que, não só a aranha, como o polvo, a lula, a centopeia e vários outros bichos têm entre si. E tudo começou quando eles perceberam que tinham um pouco mais de pernas ou braços do que a maioria dos bichos.

O polvo, por exemplo, só foi perceber que tinha oito seja-lá-o-que-for-isso num dia que se sentia muito só. O porco-espinho, reconhecidamente o animal mais carinhoso da floresta, percebeu que o polvo estava triste e foi fazer companhia para ele. O polvo ficou tão feliz que, no calor do momento, deu um grande e forte abraço no porco-espinho. Não preciso nem dizer que ficou todo espetado, coitado. Foi tirando todos os espinhos, um por um, de cada um dos braços/pernas que ele percebeu que tinha um montão!

Com a aranha, foi um pouco diferente. Por aquela época, ela já adorava tecer com suas teias, coisas como meias e tocas pro frio. Todo mundo adorava tudo o que a aranha fazia e viviam pedindo mais para ela. Assim, ela começou a ousar mais nas coisas que fazia, deixando de fazer só meias e passando a fazer casacos, inclusive para elefantes!

Vendo que estava dando certo, ela decidiu ir além: construir uma casa de teia. Ela fez a primeira pra si mesma para testar – e adorou. Os outros animais também acharam muito interessante, e pediram para ela fazer uma casa assim para eles também.

Só que seus amigos começaram a aparecer reclamando da casa de teia. Todos se enrolavam completamente e quase não conseguiam sair. A aranha, que não entendia o porquê daquilo, já que andava na sua casa de teia sem o menor problema, ficou perdida com aquela reclamação toda.

Quando apareceu o papagaio reclamando, ela não se conteve e disse que a culpa era deles, que eram atrapalhados. Ela mesma, não tinha problema nenhum com sua casa de teia. O papagaio, irritado por ter ficado horas pendurado na teia até que a maritaca apareceu para ajudar – não sem antes ter rido por uma boa meia hora – rebateu imediatamente: “também, com todos esses braços!”

Os outros bichos todos concordaram e acabaram indo embora, entendendo o que tinha acontecido. Mas a aranha ficou cheia de vergonha e decidiu não usar mais sua teia para ajudar ninguém, só para ela mesma. O que é uma pena, já que suas teias são muito lindas!

E, para entender melhor aquele monte de braços ou pernas, ela juntou todos os outros animais que também tinham mais pernas do que o comum e formou o grupo dos multibraços. Só que, como dito antes, eles nunca conseguiram sair da discussão de se tinham muitos braços ou se eram muitas pernas. Então nunca conseguiram chegar na parte de por que tinham mais do que o resto dos bichos.

Acho que quanto mais braços, mais falam pelos cotovelos. Eu, hein!

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