Por que os gatos têm sete vidas?

Você já ouviu alguém dizer que seu gato tem sete vidas? E você sabe o porquê?

Bom, muita gente acha que é uma brincadeira, apenas uma forma de dizer que os gatos são muito safos e escapam de qualquer enrascada. Mas a verdade é que os gatos têm sete vidas de verdade!

Tudo começou há muitos anos atrás quando ainda havia poucos animais no mundo. Os bichos que havia vivam tranquilamente na floresta, todos muito educados e respeitosos.

Só que, um dia, apareceu o Papito. Papito foi o primeiro gato no mundo! Todos os outros animais o receberam super felizes por terem um novo companheiro na floresta.

Mas rapidamente os bichos começaram a se incomodar com ele. Acontece que o Papito não conseguia parar quieto. Ele vivia pululando de um lado para o outro, correndo e saltando, uma energia infinita. Os outros animais eram todos calmes e passavam seus dias comendo e descansando.

Não preciso nem falar que o Papito deixou os outros bichos loucos, né? Imagina, você lá relaxando e curtindo uma sonequinha quando aparece alguém pulando de um lado para o outro sem parar e ainda falando pelos cotovelos. E o pior: causando todo tipo de confusão.

Sim, confusão! Uma vez, o Sr. Tartaruga estava calmamente tomando seu chazinho e lendo um livro quando o Papito de um pulo do nada com uma bexiga que acabou estourando bem no ouvido do coitado do Sr. Tartaruga. Suspeito até que foi aí que o pobre Sr. Tartaruga começou a ficar meio surdo.

E a vez com a Dona Preguiça? Ela estava tranquilamente se dedicando à soneca do pós-lanche de meio da manhã na sua rede preferida. Sim, a preguiça tinha várias redes espalhadas por toda a floresta. Mas essa era a sua preferida: com pouca luz o dia todo, com uma leve brisa do leste que fazia o gostoso barulho de folhas roçadas pelo vento.

Só que o Papito não sabia de nada disso. Aliás, ele não queria saber de nada disso e sim da brincadeira de pique-pega com o vento em que ele estava. Quando a brisa passou “correndo” pela rede da Dona Preguiça, o gatinho sapeca saltou para por fim agarrá-la e acabou agarrando a rede.

A coitada da Dona Preguiça ficou tão enroscada na rede que foi preciso uns 10 siris cortando com suas pinças para ela se livrar do apuro. Depois disso, ela rapidamente aprendeu a se pendurar nas árvores dormindo com as mãos mesmo.

Isso sem contar os casos com o Seu Tamanduá, a Sinhá Galinha d’Angola e com o Pavão. Basta dizer que o Seu Tamanduá não usa mais canudinho para comer, só a língua, que a Sinhá Galinha d’Angola, antes tão confiantes, depois do trauma com o gato, só faz repetir “Tô fraca! Tô fraca!”, e que o Pavão, de susto, ficou todinho branco.

A situação chegou a tal ponto que teve até uma assembleia de bichos para definir o que fazer com o Papito. Afinal, os animais estavam ficando com medo de sair de suas casas – e isso não era legal.

Acontece que, no meio da reunião, começou a chover. Mas não era uma chuvinha qualquer, era a Lua chorando por causa do Sol. Era uma chuva que não parava mais e começou a inundar tudo!

Os animais começaram a fugir todos, desesperados com o que acontecia, mas não estava dando tempo e alguns bichos já começavam a se afogar.

E foi quando chegou o Papito. Ele começou a resgatar os animais mais pesados, os que tinham ficado para trás e estavam se afogando. Um por um, o Papito ia lá, tirava da água e levava para um lugar seguro. Apenas para, em seguida, voltar para a água para salvar outro bicho.

No entanto, apesar de todo o esforço do bravo gato, eram muitos para ele sozinho e toda a sua energia começou a se esgotar. Quando ele já estava morto de cansaço sem conseguir dar nem um passo mais, o Sol interveio. Sabendo que tudo aquilo foi causado por ele e, sem conseguir a Lua, resolveu que tinha que ajudar o Papito em sua tarefa. Para isso, foi e lhe deu um novo fôlego, uma nova “vida”.

Com as energias restauradas, Papito rapidamente pôs-se a trabalhar no grande resgate. E toda vez que ficava a ponto de não poder dar uma miada sequer de cansaço, o Sol ia lá e ajudava.

Lá pela sétima ajuda do Sol, o Papito finalmente conseguiu salvar o último bicho: exatamente a Dona Preguiça, que se pendurou numa árvore e, achando que estava salva, aproveitou para tirar um cochilo. Só foi acordar quando a água já cobria sua cabeça.

E ela foi a primeira a pedir desculpas ao Papito por estar chateada por ele ter tanta energia, seguida por todos os outros bichos.

Por conta de seu fôlego de sete vidas, Papito ficou famoso por ter sete vidas de verdade. Mas ele, depois desse episódio, ficou bem mais calmo, ainda cansado de todo o trabalho. Hoje em dia, o Papito – e todos os outros gatos – só fazem um esforço sobre-humano é para fugir de água.

Por que o espelho repete tudo o que a gente faz?

Quando eu era mais novo, um dia eu reparei o espelho. Fiquei olhando para ele e não gostei, não. Ele era estranho! Tudo ao contrário do que estava fora dele.

Fiquei com medo de ficar olhando muito tempo para ele e as coisas fora dele também começarem a ficar tudo ao contrário. Já pensou? O doce virar salgado, o alto ficar baixo, o seco virar molhado. Eu, hein!

Depois de um tempão sem querer nem ver um espelho, por acaso me peguei olhando para um. Eu estava escovando os dentes e vi que ele fazia o mesmo. Como sabor da pasta de dentes não mudou, acabei perdendo o medo do espelho.

Na verdade, fiquei preocupado com ele. Se ele só fazia o que eu fazia, eu tinha que ajuda-lo. Eu ia escovar os dentes todos os dias, após as refeições na frente dele. Imagina se meu espelho fica com cáries! Eu tomava banho e trocava de roupa na frente do espelho para ele não ficar sujo nem pelado. Até estudar na frente do espelho eu fazia para ele não ficar burro!

Só que um dia, eu fui na casa de um amigo e sujei minha roupa. Ele me emprestou uma dele para eu usar. Quando cheguei em casa, passei na frente do espelho e vi que ele estava usando a mesma roupa que eu. Mas como?

Aí eu vi que eu não tinha que me preocupar com o espelho. Ele não fazia as coisas junto comigo. Ele é um macaco de imitação, isso sim! Ok, ele não é um macaco de verdade, mas que ele fica me imitando, isso sim.

O que eu ainda não descobri é por que ele fica me copiando. Eu já tentei perguntar, mas ele não responde. Só que hoje, quando eu voltar da escola, vou pregar uma peça nele: eu vou parar na frente dele e vou fazer tudo o que ele fizer!

Aí eu quero ver se ele acha divertido isso. Quem sabe ele até me conta por que me imita. Quem sabe? Tenta você aí na sua casa também e depois me conta!

Pedro e o Hipopomonte

Pedro deita na cama
À espera da mãe vir
Ao apagar da luz reclama
Pela história de dormir.

Pedro, a mãe consente
E junto à estante esperando
Qual história o filho tem em mente
E a adivinhar fica tentando.

Pedro responde confiantemente
Após a mãe esperar um monte
“Não quero ouvir história de gente.
Quero a história do Hipopomonte!”

Pedro a mãe perdida deixa
Enquanto ele se anima, fanático
“Que maluquice é essa?”, se queixa
“É gente bicho ou ser fantástico?”

Pedro, risonho, a mãe responde
“Nem gente, nem fantasia; é bestial.”
“Filho, e esse bicho é de onde?”
“De um reino distante, o Reino Animal.”

Pedro, a mãe percebeu, que o que queria
Mais que ouvir, era contar a história
Decidiu que apenas o questionaria
E permitiu ao filho seu momento de glória.

“Pedro, esse Reino é importante?”
“É o maior Reino que existe!”
“E esse bicho é grande como elefante?”
“Grande, esperto e rápido, acredite”.

Pedro, ao final da história, dormiu
A mãe o acomodou na cama e se deitou
Ao acordar no dia seguinte sorriu
Com Hipopomonte a noite toda sonhou.

Pedro e o Hipopomonte :: Respostas Fantásticas para Perguntas Intrigantes :: Ilustração: Jomar Serpa
Ilustração by Jomar Serpa

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