Por que o mar é salgado?

A história de como surgiram os mares e os oceanos e de por que suas águas são salgadas é muito triste. É a história de uma desilusão amorosa.

Você sabia que muito antigamente todas as águas do mundo eram doce que nem água de rio? Pois é. Além disso, não haviam mares nem oceanos, apenas rios e alguns lagos. Os bichos podiam andar livremente pelo planeta sem precisar nadar ou voar para isso.

Naquela época, o Sol e a Lua já estavam de namorico. Eles tinham passado vários anos flertando um com o outro, sempre se vendo ao pôr-do-sol e na alvorada. Nessas horas, o Sol ficava vermelho quase rosa de vergonha de falar com a Lua e, por isso, eles passaram tanto tempo só se olhando.

Mas, um dia, durante um eclipse solar, quando a Lua ficou na frente do Sol no meio do dia e eles estavam cara-a-cara no céu, escondidos pela sombra do eclipse, a Lua foi e deu um beijo nele. A partir desse dia, quase todos os dias havia pelo menos um eclipse, solar ou lunar. Eles aproveitavam esse momento para namorar, já que estava tudo escuro.

Porém, aconteceu num dia de o Sol não aparecer para o encontro. A Lua ficou triste de não se verem, principalmente porque eles sempre marcavam o encontro seguinte cada vez que se viam. Sem terem se visto, não sabiam onde estariam no céu na hora do encontro para poderem ficar juntos de novo.

O Sol tentou entrar em contato com a Lua através de algumas estrelas, mas a Lua não queria saber, magoada que estava. Mesmo ele explicando que o desencontro tinha sido por conta do horário de verão, ela não deu o braço a torcer. Aquilo tinha sido claramente uma falta de respeito e ela não conseguia admitir isso.

Apesar de dura com o Sol, a Lua estava arrasada e passava dia e noite chorando. Foi um berreiro só, sem parar, um verdadeiro dilúvio. Aquela aguaceira toda foi caindo na terra e formando os mares e oceanos. Você já provou uma lágrima? É salgadinha, né? Pois as lágrimas da Lua são salgadonas!

Depois de um tempão chorando, a Lua começou a receber reclamações dos bichos. Estava tudo inundado, já não dava mais para andar por todo o planeta por conta dos mares e oceanos que tinham se formado. Tinha até surgido o problema entre os animais de engarrafamento no chão, levando alguns bichos a quererem voar. Se continuasse assim, não haveria mais chão para os bichos andarem.

A Lua percebeu isso e decidiu parar de chorar. Para não ficar mais triste, decidiu aparecer apenas de noite e não esbarrar mais com o Sol. Só que, de vez em quando, ainda acontecem, sem querer, os eclipses. O Sol tenta aproveitar a oportunidade para conversar com a Lua e convencê-la a voltar para ele, mas ela não dá a menor bola. Passa o tempo todo de costas para ele e não diz nem “tchau”.

Ainda hoje, quando tem um eclipse, dá para ouvir o Sol tentando falar com a Lua. Às vezes ele canta, às vezes ele conta piada, e se você prestar bastante atenção, dá até para escutar. Mas, até agora, o sol não teve sorte, tadinho.

Ilustração by Jomar Serpa

Como o Papai Noel faz para saber se a gente se comportou o ano inteiro?

Todo mundo sabe que o Papai Noel só dá presente para as crianças que se comportam. Ele sempre sabe quem foram as crianças, ou bichos, ou seres fantásticos que fizeram travessuras ao longo do ano. Ele não perde ninguém de vista o ano inteiro.

Mas como será que ele faz para saber de todo mundo? É claro que ele tem ajudantes, como os duendes que o ajudam na sua casa para montarem os brinquedos e embrulhá-los, mas não são os duendes que ajudam a ficar de olho nas crianças.

Na verdade, são os insetos que ajudam. Como assim? A barata e o mosquito são ajudantes do Papai Noel? Exatamente! Eles e muitos outros mais. Os insetos têm várias formas e, por isso, conseguem estar em quase todo canto do planeta. Para cada lugar, um grupo de insetos.

E para cada tipo de ser vivo também. Um bom exemplo disso são os vaga-lumes. Eles ficam piscando de noite e isso serve para eles se esconderem no meio das estrelas sem serem percebidos. O brilho que emitem faz com que também pareçam estrelas e possam vigiá-las de pertinho. Nem mesmo a Lua consegue controlar tão bem o que as estrelas fazem. É por isso que quase nenhuma ganha presente de natal, essas travessas.

Para as fadinhas, praticamente não seria necessário ter alguém vigiando. Elas são tão boazinhas sempre que dificilmente alguma não recebe presente. Só que, às vezes, tem algumas poucas fadinhas que são muito comilonas. Por conta disso, elas ficam apertando os nossos “botões de risadas” o tempo todo. Nós não percebemos que são elas, só achamos que estamos tendo um ataque de bobeira e ficamos rindo à toa. É por conta dessas fadinhas que os mosquitos vigiam.

Agora, tem seres fantásticos que são bem mais difíceis de vigiar. E, por isso, costumam ser os mais travessos. A Coisa no Armário, por exemplo, é mestra em se esconder. Para vigiá-las existem as traças que ficam dentro dos armários junto com a Coisa. Os Lúcios, que são invisíveis, são vigiados pelas moscas. Aquilo que nossos pais falam, “em boca fechada, não entra mosca”, é porque as moscas estão dando uma conferida para ver se não entrou algum Lúcio na nossa boca.

Assim, todos os insetos ajudam o Papai Noel de uma forma ou de outra: debaixo das camas com os Fofis ou no céu com os dragões. Todo mundo recebe um vigia adequado e, no final do ano, recebe ou não o seu presente. É por isso que eu me comporto direitinho o ano todo – nunca se sabe quem pode estar vigiando.

De onde vêm os bebês?

Juro para vocês que estou tentando pensar num texto legal para explicar isso.

Enquanto isso, aí vai um vídeo explicativo que conheci com um timming perfeito!

Fiquei com inveja! Queria ter tido essa idéia…

A última do Pedro

Pessoal, se quiserem conferir a última aventura do Pedro, meu xará, dêem uma conferida em Contos que nem te conto.

Por que o Leão é o rei da floresta se quem tem a coroa é o abacaxi?

Há muitos e muitos anos atrás, os animais decidiram descobrir quem era o bicho que melhor sabia dar sustos. Tudo começou com uma Toupeira e um hipopótamo. O hipopótamo estava comendo tranquilamente quando sua comida começou a se mexer sozinha. Ele ficou espantadíssimo quando, do nada, tudo caiu num buraco no chão. Quando foi ver o que era aquilo, pulou de dentro do buraco a Toupeira e deu um baita susto no hipopótamo.

A Toupeira, na verdade, deu o susto sem querer. Ela estava cavando seu túnel tranquilamente e decidiu subir, sem saber que estava sob a comida do hipopótamo. Quando a comida caiu sobre a sua cabeça, ele achou que fosse algum bicho atacando e pulou para fora do buraco, assustando o Hipo.

Mas de nada adiantou o Hipo contar que tinha sido sem querer, a floresta inteira começou a rir do enorme hipopótamo assustado pela pequenina Toupeira. Os macacos que estavam pendurados ali por perto fizeram questão de contar para todo mundo o que tinha acontecido entre lágrimas de gargalhadas.

Decididos a recuperar sua honra, os hipopótamos começaram a dar sustos nos outros animais. Os outros bichos, por sua vez, passaram a dar sustos também e a floresta ficou a maior bagunça.

Cansado de tanto levar sustos, o Senhor Tartaruga sugeriu uma nova competição oficial: a de melhor assustador, o rei da floresta. Todos os animais se empolgaram com a idéia e já estavam escolhendo o próprio Senhor Tartaruga de novo como juiz, mas esse já tinha saído de fininho para não cair nessa novamente.

Assim, ficou decidido que todos os bichos ficariam na platéia e um por um subiriam no palco e dariam seus sustos. Todos aceitaram e o concurso de sustos começou.

Alguns animais foram muito bem e conseguiram assustar a platéia. Os macacos, com suas caretas, fizeram sucesso. As cobras conseguiram surpreender a todos. Os camaleões apareciam do nada!

Mas outros bichos foram muito mal. Os pobres hipopótamos não tinham a menor sutileza. Os ratos conseguiram causar uma debandada de elefantes e só. As baratas, sem querer, deixaram toda a platéia feminina sobre suas cadeiras, mas quando foram dar o susto mesmo, foram um fracasso.

Conforme os competidores subiam no palco e davam sustos, a platéia dava uma exclamação ou um grito ao mesmo tempo e depois batiam as palmas. Já havia vários fortes competidores que tinham conseguido bons gritos assustados e vários aplausos.

Porém, quando o Leão subiu no palco, ninguém deu muita bola. Ele subiu devagarzinho, sem fazer o menor esforço para se esconder. Foi para o meio, bem visível por todos e ficou ali um tempo, só olhando para a platéia. Todos já comentavam “o que será que vai fazer aquele cabeludo? Com aquele topete, não assusta ninguém.”

Foi aí que o Leão respirou fundo, estufou o peito e deu o seu assustador rugido. Não se ouviu um grito sequer, nem um pio na platéia. Estavam todos paralisados de medo, com a respiração presa entre respiros, completamente à mercê dele. Depois de alguns minutos de silêncio, todos aplaudiram efusivamente o Leão. Estava claro quem era o rei da floresta, o senhor dos sustos.

O Leão, muito orgulhoso, ficou no palco escutando os elogios e aplausos. Em algum momento, alguém trouxe uma coroa de folhas pontiagudas para colocar sobre sua juba, o que ele aceitou rapidamente.

Nos bastidores, estava o Orangotango triste porque não tinha ganhado o concurso. Logo ele que treinou tanto a sua careta. Desanimado, ele jogou fora as frutas que tinha trazido para comemorar sua vitória que parecia garantida. Entre as frutas, estava o abacaxi. Naquela época, o abacaxi não tinha coroa, era apenas uma fruta de casca espinhosa. Em meio a sua tristeza, o Orangotango errou o lixo e o abacaxi foi parar no meio do palco. Na verdade, ele acabou bem atrás do Leão exatamente na hora em que ele ia se sentar.

O Leão deu um grito assustadíssimo e deu um salto enorme. Seu rosto ficou lívido pelo inesperado. Os bichos, que até segundos antes davam parabéns ao Leão pelo seu título, passaram a rir e caçoar dele. Completamente desmoralizado, o Leão fez a única coisa honrosa que podia fazer: tirou sua coroa da cabeça e colocou-a sobre o abacaxi.

Todos os animais ainda chamam o Leão de Rei da Floresta e o respeitam como tal, mas até hoje a coroa quem tem é o abacaxi.

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