Por que o céu é azul?

Essa é uma pergunta muito boa, mas não é a pergunta certa. A pergunta certa é “por que o céu às vezes é azul, outras cinza, outras laranja e de noite preto?”

Agora sim, uma pergunta completa. Acontece que o céu não costuma mudar de cor, não. Quem gosta de mudar a cor do céu é o Sol.

O Sol, como toda estrela, acha que é o centro do universo, adora aparecer e é muito sentimental. E, como ele é um excelente pintor, adora colorir o céu com sua luz de acordo com o que está sentindo.

No dia em que está feliz, está tudo bem, o céu está limpo e bonito, ele pinta tudo de um azul claro. É ótimo porque as pessoas olham bastante para o céu e acaba se destacando bastante.

No dia que está cheio de nuvens ou chovendo, ele fica triste porque não está aparecendo muito, porque ficou para trás e todas as nuvens resolveram aparecer mais que ele. Aí ele pinta o céu de cinza para mostrar que está muito triste.

Todo dia, antes de ele ir descansar do outro lado do mundo, ele colore o céu de amarelo, às vezes de laranja e, quando ele capricha bem, de rosa. Isso é fazer uma saída triunfal, para todos admirarem sua obra-prima antes partir. É para deixar todo mundo com um gostinho de quero mais.

E de noite, o céu fica preto que é a forma do Sol dizer “Olha, fui embora dar uma descansada. As outras estrelas podem aparecer agora. Fala para Lua capichar no visual.” Ele para de pintar e deixa o pessoal sair para fazer a festa.

Então, olhe bem para o céu sempre que você achar que está um dia muito bonito. Bata palmas para o pôr-do-sol. E desenhe um sol no chão quando estiver nublado ou chovendo para pedir a volta dele. Aprecie a Lua e as estrelas, mas não deixe de dormir a espera do Sol. Isso faz com que o Sol fique super feliz e capriche sempre nos seus coloridos.

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Fazendo caquinha

Inventar histórias para crianças é uma responsabilidade muito grande. As crianças são muito criativas, inventivas, influenciáveis e inocentes – e isso pode acabar se voltando contra elas.

Eu tento pensar bastante nos textos para que não tenham nenhum conteúdo de violência, palavras indevidas, comportamentos reproduzíveis inadequados e tudo mais que eu possa pensar que poderia trazer algum problema para a criança – ou para os seus pais.

Caso haja alguma crítica ou observação para fazer, por favor, não hesitem em fazer uso dos comentários. Terei o maior prazer em tirar do ar o que está trazendo problemas para as pessoas até que eu possa resolver esse problema.

Eu aprendi essa lição de uma maneira muito engraçada, mas pertinente. Um amigo meu tem uma filha de seis anos e ela ama Kinder Ovo. A questão é que Kinder Ovo é mais caro que vários outros chocolates por vezes melhores e que vêm em maior quantidade, tudo por causa da tal surpresa dentro.

Chateado por pagar caro por um chocolate não tão bom que ainda vinha com um brinquedo fuleira, meu amigo decidiu fazer a filha desistir do Kinder Ovo. O que ele fez? Disse para a filha que o tal ovo não era de chocolate, mas sim de caca.

A filha imediatamente acreditou e abriu o berreiro, lembrando-se de todos os Kinder Ovos que já tinha comido. O pai imediatamente tentou desmentir-se, mas não tinha mais volta; aquela bolotinha marrom escura, para ela, era caca.

Meu amigo chegou a pedir ajuda para a sua esposa, mas ela, a esta altura do campeonato, não conseguia parar de gargalhar do inusitado da situação e da enrascada em que ele tinha se metido. E o pior é que, quanto mais a mãe ria, mais chateada a criança ficava.

O pai decidiu então provar para a filha que o Kinder Ovo não era nada feito de caca e que tinha sido apenas uma brincadeira sua. Pegou a embalagem do produto e foi mostrar para criança que já começava a ler os ingredientes da guloseima.

Deu a embalagem na mão da filha e pediu para ela ler. A menina leu baixinho o que estava escrito e desatou a chorar ainda mais. O pai, espantado, pegou o Ovo para ler o que estava escrito.

Produto a base de CACAu.

Aí já era tarde demais. Para explicar para a filha que cacau era o mesmo que chocolate e não caca, era impossível. Ela não queria mais ouvir nada. A menina até hoje tem nojo de Kinder Ovo e acha que a tal da surpresa não tem nada a ver com o brinquedo dentro.

Moral da história: cuidado com o que você conta para o seu filho; ele acredita!

Para começar do começo

Não sou pedagogo, psicólogo, pediatra, professor nem nada disso. Sou um futuro pai que resolveu fazer alguma coisa pelo seu filho e por isso esse blog. Não tenho conhecimentos técnicos, nem ferramentas testadas e aprovadas pelo Ministério da Educação ou coisas do gênero. Tenho apenas (um pouco ) de imaginação.

E imaginação, se não me falhar, será a única ferramenta que usarei (além de um pouco de bom senso) para escrever as linhas deste blog. Aliás, imaginação é a ferramenta mais importante neste projeto.

Quando eu era criança, eu era muito chato. Perguntava tudo, o porquê, o como, o por onde, o quando, tudo. E minha mãe até tinha alguma paciência de explicar algumas coisas. Mas, depois de trabalhar 8, 9 horas por dia, enfrentar trânsito, chegar em casa cansada, fazer a janta, lavar a louça, botar as crianças para tomar banho, vestir e arrumar as crianaças para dormir, eu entendo perfeitamente porque eu recebi tantos “porque sim” na vida.

Fato é que eu não gostaria de repetir esse comportamento com minha prole. Gostaria de poder dar uma explicação para tudo o que perguntar. E mais: queria poder dar uma resposta fantástica, que estimulasse a criatividade da criança, que pudesse montar um universo mágico à sua volta. Pelo menos até o filhote descobrir a TV e o computador.

Por isso a imaginação é minha ferramenta de trabalho nesta empreitada. Montar uma “mitologia infantil” rica o suficiente para que meu filho possa passar uma infância fantástica.

Como meu primeiro post, conto uma história que minha avó me contou quando fiz uma pergunta que muitos pais arrancariam os cabelos só de escutar:

Por que os cachorros cheiram os rabos uns dos outros?

Uma vez, há muitos anos, todos os cachorros viviam na floresta junto com os outros animais. E eles eram muito amigos uns dos outros, viviam se visitando e fazendo festas só entre eles.

O Gato não gostava muito disso, ele se sentia sempre muito sozinho quando os cachorros faziam festas e ele não era convidado. Naquela época, gatos e cachorros eram muito amigos e estavam sempre brincando juntos; menos quando todos os cachorros iam para uma de suas festas e o Gato ficava de fora. Por isso, quando houve uma festa de novo, ele decidiu que ia se fantasiar de cão e ia também.

Quando ele chegou no lugar da festa, viu que estavam realmente todos os seus amigos cachorros lá dentro: os altos e os baixos, os peludos e os carecas, os gordos e os magricelas, os grandes e os pequenos. E ele ficou super animado para entrar logo na festa e brincar com todos.

Mas havia uma problema: para entrar na festa, cada cão tinha que pendurar seu rabo num cabide na entrada. Acontece que rabo de cachorro feliz não combina com festa. Você já viu como ficam os rabos deles quando estão felizes? Ficam abanando sem controle. Aí já viu, né? Não tem copo com bebida em festa que consiga ficar direitinho, caem todos. Assim, eles decidiram todos pendurar seus rabos na porta.

Só que o Gato não tinha rabo de cachorro e o seu rabo ia facilmente denunciar seu disfarce antes de ele conseguir entrar na festa. Então ele decidiu pegar um rabo emprestado daqueles que já estavam pendurados. Ele foi bem devagarinho, pé ante pé, sem fazer barulho, e conseguiu chegar até onde estavam os cabides de rabo.

Chegando lá, ficou perdido: havia tantas variedades diferentes de rabos que ele não sabia qual seria o melhor para a sua fantasia de cão. Havia longos e curtos, peludos e carecas, gordinhos e magrinhos, grandes e pequenos. Então ele decidiu testar, um por um, para ver qual ficava mais bonito na fantasia.

Muito vaidoso, ele passou um bom tempo provando cada um dos rabos sem nunca achar um que o satisfizesse. Quando finalmente se decidiu por um, percebeu que havia tirado todos os rabos dos seus lugares e estavam jogados no chão à sua volta. Preocupado com a possibilidade de chegar algum convidado da festa, ver aquela bagunça e não deixar ele entrar, rapidamente pendurou todos os rabos de volta; sem saber que não os colocava nos seus devidos lugares.

O Gato, então, entrou na festa e curtiu muito a noite com todos os seus amigos. Porém, quando a festa estava acabando e os cachorros começavam a ir para as suas casa, ele percebeu uma confusão na saída. Quando chegou perto, viu que os cachorros estavam todos confusos, com os rabos trocados e procurando cada um o seu. Ninguém sabia onde estava o seu verdadeiro rabo! Já pensou perder o seu rabo, que triste?

Percebendo que os cães estavam bem chateados, rapidamente o Gato fugiu pela janela e fingiu que não sabia de nada. Só que os pobres cachorros foram todos para casa sem seus rabos verdadeiros. E é por isso que até hoje, quando um cachorro se encontra com outro, ele vai cheirar o rabo dele: é para ver se o amigo está com o seu verdadeiro rabo.

E é também por causa dessa história que, depois dos cachorros descobrirem o que o Gato fez, gatos e cachorros não poderem se encontrar que dá briga.

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